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Ato "em memória" de Tatu-Bola deve reunir centenas em Porto Alegre

Evento está agendado para tarde desta sexta-feira

Soldado Eriston Mateus ficou tetraplégico
Soldado Eriston Mateus ficou tetraplégico Foto : Cel. Vanderlei Pinheiro / ABC da Segurança Pública / CP
Mais de 850 pessoas confirmaram presença em um ato que vai relembrar o protesto que acabou na retirada do Tatu-Bola –  boneco símbolo da Copa do Mundo de 2014 – do Largo Glênio Peres, no Centro de Porto Alegre. O movimento, organizado pelo coletivo Defesa Pública da Alegria, é denominado “O Tatu não morreu em vão”. O encontro está agendado para as 17h de sexta-feira e marca um ano do confronto entre policiais militares (PMs) e manifestantes.

A página na rede social FacebooK que organiza o ato afirma que o Tatu-Bola é um “símbolo das tenebrosas transações em que se entrega a preço de banana o patrimônio da cidade”. Lembra que “choveram cassetetes [sic] e balas sobre o povo, quando a Brigada Militar e a Guarda Municipal assumiram sem pudor o papel de guarda-costas de um boneco inflável, em uma noite de repressão que está marcada nas mentes e nas cicatrizes de muita gente”. O boneco foi instalado no Glênio Peres em 24 de setembro de 2012. Ele foi fabricado na Itália e tinha sete metros de altura.

PM ferido

No confronto, o soldado Eriston Mateus de Moura Santos foi atingido por um paralelepípedo na cabeça e, em razão de uma doença adquirida posteriormente, ficou tetraplégico. O PM sobrevive às custas de voluntários e servidores de órgãos de saúde da corporação que apoiam sua família. Conforme o pai do policial militar, Ari Luz dos Santos, ele está afastado do trabalho até hoje, vive na cama e não consegue falar. 

Eriston emite apenas grunhidos (não fala) e pouco se mexe. Por vezes, para se comunicar, pisca as pálpebras. Suas feições também se alteram pelo pouco uso da musculatura facial. Na realidade, Eriston trouxe um acréscimo ao custeio familiar, uperior a R$ 4 mil mensais, já que até o momento não recebeu nenhum benefício do Estado que minimize as despesas. Sua família vive da caridade de colegas e amigos. Fraldas, medicamentos e alimentação especial, afora os profissionais de saúde, são as principiais despesas necessárias para mantê-lo vivo.

Segundo nota divulgada pelo Comando Geral da Brigada Militar, O Inquérito Sanitário de Origem (ISO) do Departamento de Saúde da Brigada Militar (DS/BM), de  27 de março de 2013, concluiu que não existe relação de causa e efeito entre o incidente sofrido pelo soldado no episódio do Tatu Bola, de 4 de outubro de 2012, e o quadro da doença apresentada posteriormente. O ISO é feito por oficial-médico da Brigada Militar, com base em pareceres qualificados de médicos especialistas.

Assita ao vídeo do confronto:



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