A página na rede social FacebooK que organiza o ato afirma que o Tatu-Bola é um “símbolo das tenebrosas transações em que se entrega a preço de banana o patrimônio da cidade”. Lembra que “choveram cassetetes [sic] e balas sobre o povo, quando a Brigada Militar e a Guarda Municipal assumiram sem pudor o papel de guarda-costas de um boneco inflável, em uma noite de repressão que está marcada nas mentes e nas cicatrizes de muita gente”. O boneco foi instalado no Glênio Peres em 24 de setembro de 2012. Ele foi fabricado na Itália e tinha sete metros de altura.
PM ferido
No confronto, o soldado Eriston Mateus de Moura Santos foi atingido por um paralelepípedo na cabeça e, em razão de uma doença adquirida posteriormente, ficou tetraplégico. O PM sobrevive às custas de voluntários e servidores de órgãos de saúde da corporação que apoiam sua família. Conforme o pai do policial militar, Ari Luz dos Santos, ele está afastado do trabalho até hoje, vive na cama e não consegue falar.
Eriston emite apenas grunhidos (não fala) e pouco se mexe. Por vezes, para se comunicar, pisca as pálpebras. Suas feições também se alteram pelo pouco uso da musculatura facial. Na realidade, Eriston trouxe um acréscimo ao custeio familiar, uperior a R$ 4 mil mensais, já que até o momento não recebeu nenhum benefício do Estado que minimize as despesas. Sua família vive da caridade de colegas e amigos. Fraldas, medicamentos e alimentação especial, afora os profissionais de saúde, são as principiais despesas necessárias para mantê-lo vivo.
Segundo nota divulgada pelo Comando Geral da Brigada Militar, O Inquérito Sanitário de Origem (ISO) do Departamento de Saúde da Brigada Militar (DS/BM), de 27 de março de 2013, concluiu que não existe relação de causa e efeito entre o incidente sofrido pelo soldado no episódio do Tatu Bola, de 4 de outubro de 2012, e o quadro da doença apresentada posteriormente. O ISO é feito por oficial-médico da Brigada Militar, com base em pareceres qualificados de médicos especialistas.
Assita ao vídeo do confronto: