Com cartazes com mensagens pedindo o “Fim da violência contra a mulher" e “Márcia Calixto e seu filho assassinados pelo marido: quantas mulheres e crianças devem morrer para que se faça justiça”, os colegas da enfermeira realizaram uma caminhada pelo Brique da Redenção na avenida José Bonifácio.
Colegas da Equipe de Vigilância de Doenças Transmissíveis da Secretaria Municipal da Saúde (SMS) montaram um grupo com o nome da enfermeira para acompanhar o caso. Rosane Gralha, uma das organizadoras do ato, disse que a manifestação teve o objetivo de chamar a atenção da sociedade para questão da violência contra a mulher.
Conforme Rosane, o grupo de servidores da SMS pretende acompanhar todos os passos do processo no Poder Judiciário do suspeito do crime, o bioquímico Carnetti. “Não vamos ficar paradas ou caladas frente a esta violência contra a Márcia e o seu filho”, explicou. Segundo ela, existe uma apreensão dos amigos e dos familiares de que não haja um julgamento. “Estamos preocupados que haja um movimento que possa deixar o assassino impune”, acrescentou.
O duplo assassinato ocorreu no dia 26 de julho de 2012 no bairro Tristeza, na zona Sul de Porto Alegre. No interior do sobrado foram encontrados os corpos da enfermeira Márcia Calixto Carnetti, 39 anos, que trabalhava na SMS, e do filho, Matheus, 6. O marido e pai da criança foi preso acusado de cometer o crime. O corpo do menino foi encontrado em sua cama, e a mulher, caída de bruços no quarto do casal.
Carnetti tentou se jogar da ponte sobre o Saco da Alemoa, na BR 290. O caso chegou à Polícia Civil depois que um barqueiro prestou socorro ao farmacêutico. Suspeito do crime, o bioquímico está preso aguardando julgamento.