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Ato no Centro encerra dia de greve em Porto Alegre

Grupos percorreram ruas até o Largo Glênio Peres com diversas reivindicações

Milhares se concentraram em frente ao Mercado Público
Milhares se concentraram em frente ao Mercado Público Foto : Laion Espíndula / Especial CP
Milhares de pessoas se reuniram no Largo Glênio Peres no final nesta quinta-feira até por volta das 17h30min, após o dia de mobilização nacional que ocorreu de forma pacífica em Porto Alegre. Desde o início desta tarde, trabalhadores, integrantes de movimentos sociais, estudantes e representantes de centrais sindicais começaram a se concentrar no local, em frente ao Mercado Público. O protesto envolveu pautas de diversas categorias, com bandeiras de diferentes grupos e partidos. 

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Mais cedo, as classes trabalhistas realizaram pequenas manifestações – bloqueando ruas da Capital e fechando rodovias no interior do Estado. Os manifestantes deixaram seus locais de concentração logo no início da tarde. Caminhadas partiram da chamada Rótula do Papa, no bairro Menino Deus; da rótula do postão do IAPI, na zona Norte; e da estátua do Laçador, no bairro Anchieta, próximo ao Aeroporto Internacional Salgado Filho. Servidores públicos do Estado se concentraram na Praça da Matriz, em frente ao Palácio Piratini, sede do governo gaúcho. 

O ato final no Centro da Capital foi organizado com um caminhão de som, e o tempo era dividido entre os sindicatos para informares suas reivindicações. O evento teve as mais diversas pautas, como o fim do fator previdenciário, contra a chamada PL da terceirização, reforma agrária, pagamento do piso aos professores do Estado, 10% do PIB para a educação, jornada de 40 horas, passe livre e abertura das contas das empresas de transporte público.

O movimento maior de pessoas no Largo Glênio Peres ocorreu por volta das 17h. Durante o ato, um dos locutores manifestou apoio aos jovens que ocupam Câmara de Vereadores do município. O presidente da Central Única dois Trabalhadores (CUT) no RS, Claudir Nespolo, destacou que classe trabalhadora unificada “mexeu com os poderosos” depois de muito tempo.

Vendedores ambulantes aproveitaram o encontro dos grupos na região central. Lanches, bebidas e até bandeiras do Brasil eram comercializadas aos manifestantes. O movimento foi pacífico e a Guarda Municipal e Brigada Militar (BM) monitoraram os atos no entorno.

Um grupo pertencente ao Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA) saiu de Vale do Sol, na região do Rio Pardo, a três horas de Porto Alegre, em carros organizados pelos integrantes para o evento. "Viemos para exigir a retificação das dívidas dos agricultores", contou Leonir Plas.

Havia também quem era contra a atual gestão da CUT. Portando uma bandeira com a frase "a CUT pode mais", Lúcia Diefenbach, do Sindicato dos Servidores Públicos do RS (Sindsepe) disse que faz parte de um grupo da oposição à central: "Somos um grupo à esquerda dentro da CUT. E esse ato não é chamado apenas pela central, como por vários sindicatos e organizações dos trabalhadores.

Com informações de Laion Espíndula e Danton Júnior

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