Um ato contra um possível aumento da tarifa de ônibus foi realizado nesta sexta-feira em frente à prefeitura de Porto Alegre. Membros do Bloco de Luta, DCE da UFRGS e da PUCRS e outras entidades se uniram em torno da pauta e distribuíram panfletos, alertando sobre os impactos que um possível reajuste das passagens traria à população. Eles também apoiam a campanha salarial dos rodoviários que pedem um reajuste mínimo de 11% de aumento, mas receberam até o momento uma proposta de 5% por parte da classe patronal.
Na ocasião, o professor da Faculdade de Economia da UFRGS Carlos Schmidt discursou sobre mobilidade urbana e disse que o “passe livre é o estágio para se chegar à tarifa zero”, desde que a União e os Estados auxiliem os municípios com repasse de recursos financeiros. A restrição do uso dos automóveis, segundo o professor, seria outra medida de facilitar o escoamento do trânsito. Ele defende ainda a extensão da Carris, apesar de entender que a prefeitura teria que, primeiro, encontrar alternativa para custear um transporte 100% público.
Para a coordenadora geral da Associação dos Trabalhadores da UFRGS Bernadete Menezes, o fato de a juventude estar mobilizada acerca de temas como o transporte público já demonstra caminhos diferentes para o futuro. “Gosto de dar apoio, porque vejo que a sociedade está muito doente. Os jovens têm que tomar remédio para dormir, remédio para ficar feliz, isto é doentio”, diz. Na próxima semana, o Bloco de Luta deve reunir seus integrantes para planejar outra mobilização.
Ato repudia possível aumento nas passagens de ônibus de Porto Alegre
Membros do Bloco de Luta e de outras entidades se reuniram em frente à prefeitura