O trote solitário do cavalo Zantus, montado por Vilmar Nunes, de 70 anos, o mais antigo jóquei em atividade no País, marcou o último evento público realizado no Jockey Club de Pelotas. Um alvará do Ministério da Agricultura cassou o alvará do local no dia 14 deste mês. Passavam das 15h, quando o jóquei solitário, com uma camisa preta em sinal de luto, entrou na raia do Hipódromo da Tablada ao som da corneta, anunciando a última corrida nas raias da entidade pelotense.
As arquibancadas ficaram lotadas por amantes do hipismo, tradicionais frequentadores do local e comunidade em geral, para assistir ao ato público, que foi definido pela atual diretoria como de enlutamento pelo fechamento do local. Após o habitual passeio em frente ao público, Nunes e zantus iniciaram a corrida simbólica, e percorreram os 1,2 mil metros da pista, desde o partidouro até a chegada, pela última vez. Na chegada, apenas o corneteiro o esperava e com o toque de silêncio, marcou o final de uma história de 80 anos de tradição.
No dia 14 deste mês, o Ministério da Agricultura cassou a Carta Patente da entidade, decisão publicada no Diário Oficial da União. O documento aponta inviabilidade técnica econômica de funcionalidade e descumprimento de dispositivos legais exigidos, o que impede a realização de corridas no local.
Em dezembro, os dirigentes do Jockey, os empresários Carlos Moreira Mazza e Renato Braga, chegaram a pedir a prorrogação do prazo para cumprimento das exigências, mas o recurso foi negado pelo Ministério. O órgão já havia notificado sobre o risco de cassação em 2008, quando foram apontadas irregularidades como a não apresentação do Relatório Anual de Demonstração Financeira, a não remessa mensal do Relatório de Apuração do Movimento Registrado, a terceirização das ações da Comissão de Corridas e a inexistência de alvará para o funcionamento do serviço de suporte para exploração de apostas.
Ato simbólico encerra atividades no Jóquei Clube de Pelotas
Alvará do local foi cassado pelo Ministério Público do município