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Atos contra corrupção estão previstos para este domingo

Manifestações devem ocorrer em 378 cidades, pelo menos 31 no Rio Grande do Sul

Manifestações devem ocorrer em 378 cidades, pelo menos 31 no Rio Grande do Sul
Manifestações devem ocorrer em 378 cidades, pelo menos 31 no Rio Grande do Sul Foto : Mauro Schaefer
Os movimentos contrários à corrupção e o governo da presidente Dilma Rousseff pretendem levar novamente multidões às ruas neste domingo. O ato está previsto para ocorrer em no mínimo 378 cidades brasileiras, em praticamente todos os estados, segundo o Movimento Vem Pra Rua. Também são organizados atos no exterior, como nos Estados Unidos, Austrália, Portugal e Argentina.

No Rio Grande do Sul, estão previstos protestos em 31 municípios, como Porto Alegre, Alegrete, Alvorada, Bento Gonçalves, Bagé, Pelotas, Santa Maria e Uruguaiana. A maioria das mobilizações está marcada para começar entre 15h e 16h, porém, também serão realizados protestos pela manhã.

Em Porto Alegre, a manifestação ocorrerá novamente no Parcão. A concentração se dará em torno das 13h. A movimentação do grupo começará a partir das 15h, segundo o Vem Pra Rua. Os atos também têm apoio do Movimento Brasil Livre (MBL). A organização não divulgou o trajeto, que provavelmente será definido no momento, de acordo com o público. Porém, não deverá se diferenciar muito do dia 15 de março. Na ocasião, os manifestantes saíram em caminhada até a Redenção e, em seguida, retornaram ao Parcão.

Segundo o porta-voz do Movimento Brasil Livre (MBL), Rafael Bandeira, a expectativa é de que um grande público compareça ao protesto. Ele reconhece que, diferentemente de março, desta vez a mobilização pelas redes sociais tem intensidade menor. “Naquele momento os escândalos envolvendo a operação Lava Jato estavam em maior evidência. Agora, o governo tem usado estratégias para criar uma cortina de fumaça e desviar a atenção”, resume. Em relação à mobilização nas redes sociais, o número de eventos relacionados ao protesto deste domingo são menores, assim como o número de confirmações.

Para Bandeira, mesmo assim, a adesão deverá ser grande. Em parte porque o ato de março foi tranquilo, uma vez que não foram registradas ocorrências policiais ou violência. Além disso, ressalta que o sentimento de insatisfação da população ainda é grande. “Nada aconteceu em um mês. Então, as bandeiras ainda estão válidas”, justifica ele, afirmando que apoios a uma intervenção militar serão rejeitados. Os novos acontecimentos ligados à operação Lava Jato na última semana também poderão contribuir para que a adesão aumente, acredita. “O cidadão está sentido todo dia os problemas do governo e a necessidade de mudança. Precisamos fazer alguma coisa”, afirma.