Os movimentos contrários à corrupção e o governo da presidente Dilma Rousseff pretendem levar novamente multidões às ruas neste domingo. O ato está previsto para ocorrer em no mínimo 378 cidades brasileiras, em praticamente todos os estados, segundo o Movimento Vem Pra Rua. Também são organizados atos no exterior, como nos Estados Unidos, Austrália, Portugal e Argentina.
No Rio Grande do Sul, estão previstos protestos em 31 municípios, como Porto Alegre, Alegrete, Alvorada, Bento Gonçalves, Bagé, Pelotas, Santa Maria e Uruguaiana. A maioria das mobilizações está marcada para começar entre 15h e 16h, porém, também serão realizados protestos pela manhã.
Em Porto Alegre, a manifestação ocorrerá novamente no Parcão. A concentração se dará em torno das 13h. A movimentação do grupo começará a partir das 15h, segundo o Vem Pra Rua. Os atos também têm apoio do Movimento Brasil Livre (MBL). A organização não divulgou o trajeto, que provavelmente será definido no momento, de acordo com o público. Porém, não deverá se diferenciar muito do dia 15 de março. Na ocasião, os manifestantes saíram em caminhada até a Redenção e, em seguida, retornaram ao Parcão.
Segundo o porta-voz do Movimento Brasil Livre (MBL), Rafael Bandeira, a expectativa é de que um grande público compareça ao protesto. Ele reconhece que, diferentemente de março, desta vez a mobilização pelas redes sociais tem intensidade menor. “Naquele momento os escândalos envolvendo a operação Lava Jato estavam em maior evidência. Agora, o governo tem usado estratégias para criar uma cortina de fumaça e desviar a atenção”, resume. Em relação à mobilização nas redes sociais, o número de eventos relacionados ao protesto deste domingo são menores, assim como o número de confirmações.
Para Bandeira, mesmo assim, a adesão deverá ser grande. Em parte porque o ato de março foi tranquilo, uma vez que não foram registradas ocorrências policiais ou violência. Além disso, ressalta que o sentimento de insatisfação da população ainda é grande. “Nada aconteceu em um mês. Então, as bandeiras ainda estão válidas”, justifica ele, afirmando que apoios a uma intervenção militar serão rejeitados. Os novos acontecimentos ligados à operação Lava Jato na última semana também poderão contribuir para que a adesão aumente, acredita. “O cidadão está sentido todo dia os problemas do governo e a necessidade de mudança. Precisamos fazer alguma coisa”, afirma.
Atos contra corrupção estão previstos para este domingo
Manifestações devem ocorrer em 378 cidades, pelo menos 31 no Rio Grande do Sul