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Atos são contra terceirização no mercado de trabalho

Grupo distribuiu material explicativo no aeroporto Salgado Filho

Em Porto Alegre, ato ocorreu no Salgado Filho
Em Porto Alegre, ato ocorreu no Salgado Filho Foto : CTB-RS / Divulgação / CP
Na manhã desta terça-feira ocorreram manifestações em aeroportos de diversas capitais brasileiras contra o projeto de lei (PL) 4330 que amplia a terceirização no mercado de trabalho. Em Porto Alegre, o ato no Aeroporto Internacionalo Salgado Filho teve início às 5h com apoio da Central de Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) e da Central Única dos Trabalhadores (CUT). Foram distribuídos materias explicativos sobre o PL. 

A partir das 8h30min, os manifestantes partem em direção ao Centro de Porto Alegre. Eles se concentram na Esquina Democrática para distribuir material com esclarecimentos sobre o PL. No final da manhã, o grupo vai até a Assembleia Legislativa para pressionar os deputados a não aprovarem o projeto. Em Brasília, a partir das 10h, está programado um grande ato em frente ao Congresso Nacional.

Segundo o presidente da CTB-RS, Guiomar Vidor, o PL é um retrocesso do ponto de vista da relação de trabalho, porque amplia a terceirização para todos os setores. De acordo com ele, o projeto de lei generaliza a terceirização, que atualmente fica restrita à atividade meio das empresas. "Como consequência afetará direitos sociais, trabalhistas e previdenciários", alertou.

Conforme Vidor, o PL acabaria com o conceito de organização de categoria e implicaria em reduções salariais. Ele citou uma pesquisa do Dieese que apontou que o trabalhador terceirizado ganha, em média, 30% menos do que o contratado diretamente pela empresas. 

Entre os aspectos mais preocupantes do PL, segundo Vidor, estão a liberação da terceirização para a atividade fim da empresa e o término da solidariedade entre as terceirizadas e as empresas tomadoras do serviço. Isso significa que, se um trabalhador foi contratado para trabalhar numa empresa por meio de uma terceirizada, terá de exigir seus direitos perante a terceirizada e só depois recorrer à empresa que terceirizou o serviço.