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ATP acusa BM por não haver ônibus em Porto Alegre

Oficial da corporação rebateu críticas de presidente da associação

ATP acusa BM por não haver ônibus em Porto Alegre
ATP acusa BM por não haver ônibus em Porto Alegre Foto : Rita Garrido / Especial CP
O presidente da Associação dos Transportadores de Passageiros de Porto Alegre (ATP), Ênio Roberto dos Reis, criticou a postura adotada pela Brigada Militar (BM) em relação aos bloqueios que ocorreram nesta sexta-feira em frente às garagens de ônibus em Porto Alegre. Em entrevista à Rádio Guaíba, ele afirmou que qualquer pessoa pode impedir a circulação de ônibus na Capital em função da omissão da corporação.

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“Algumas empresas estão com oito ou dez manifestantes em frente das garagens e a Brigada Militar está ali. Nós pedimos para retirar o grupo para os ônibus saírem e os PMs não fizeram nada. Eu atribuo tudo o que está acontecendo à Brigada Militar. É um absurdo o que nós estamos vendo na nossa Porto Alegre”, lamentou.

Reis informou que acionou a corporação via telefone 190, solicitando uma intervenção para liberar o acesso de trabalhadores que decidiram não aderir ao Dia Nacional de Mobilização. Segundo ele, na Viação Teresópolis-Cavalhada (VTC), o bloqueio foi articulado pelo Sindicato dos Metalúrgicos. Segundo ele, os manifestantes se deitavam no chão, impedindo a movimentação dos coletivos. “Eles se deitaram no asfalto. Eu atribuo tudo isso que aconteceu à Brigada. Ela tem que se posicionar. É um absurdo o que está acontecendo em Porto Alegre”, ressaltou.

BM contesta ATP

O responsável pelo Comando de Policiamento da Capital (CPC) da Brigada Militar, coronel João Diniz Prates Godoi rebateu as críticas do presidente da ATP, Ênio Roberto dos Reis. Segundo o comandante, a repressão e o conflito com manifestantes não é melhor saída para resolver o problema. “Negociamos com as lideranças e, aos poucos, os ônibus foram sendo liberados”, explicou.

De acordo com o oficial, a paralisação teve adesão de muitos trabalhadores das próprias empresas de transporte coletivo. “Não podemos obrigá-los a trabalhar”, resumiu o coronel João Diniz Prates Godoi, acrescentando ainda que os casos de depredação foram baixíssimos. Ele lembrou também que desde a madrugada a BM estava presente nas ruas.

Com informações dos repórteres Nildo Júnior e Álvaro Grohmann

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