• Frota de ônibus chega 60%
“Algumas empresas estão com oito ou dez manifestantes em frente das garagens e a Brigada Militar está ali. Nós pedimos para retirar o grupo para os ônibus saírem e os PMs não fizeram nada. Eu atribuo tudo o que está acontecendo à Brigada Militar. É um absurdo o que nós estamos vendo na nossa Porto Alegre”, lamentou.
Reis informou que acionou a corporação via telefone 190, solicitando uma intervenção para liberar o acesso de trabalhadores que decidiram não aderir ao Dia Nacional de Mobilização. Segundo ele, na Viação Teresópolis-Cavalhada (VTC), o bloqueio foi articulado pelo Sindicato dos Metalúrgicos. Segundo ele, os manifestantes se deitavam no chão, impedindo a movimentação dos coletivos. “Eles se deitaram no asfalto. Eu atribuo tudo isso que aconteceu à Brigada. Ela tem que se posicionar. É um absurdo o que está acontecendo em Porto Alegre”, ressaltou.
BM contesta ATP
O responsável pelo Comando de Policiamento da Capital (CPC) da Brigada Militar, coronel João Diniz Prates Godoi rebateu as críticas do presidente da ATP, Ênio Roberto dos Reis. Segundo o comandante, a repressão e o conflito com manifestantes não é melhor saída para resolver o problema. “Negociamos com as lideranças e, aos poucos, os ônibus foram sendo liberados”, explicou.
De acordo com o oficial, a paralisação teve adesão de muitos trabalhadores das próprias empresas de transporte coletivo. “Não podemos obrigá-los a trabalhar”, resumiu o coronel João Diniz Prates Godoi, acrescentando ainda que os casos de depredação foram baixíssimos. Ele lembrou também que desde a madrugada a BM estava presente nas ruas.
Com informações dos repórteres Nildo Júnior e Álvaro Grohmann