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ATP chama de “retrocesso” fim da gestão do sistema de ônibus por bacia na Capital

Entidade também alegou que, com a tarifa atual, não há como renovar a frota

Entidade também alegou que, com a tarifa atual, não há como renovar a frota
Entidade também alegou que, com a tarifa atual, não há como renovar a frota Foto : André Avila / CP Memória
O gerente-executivo da Associação dos Transportadores de Passageiros (ATP) de Porto Alegre, Luiz Mário Magalhães Sá, admitiu nesta segunda-feira que a entidade ficou surpresa com a proposta da Prefeitura para tentar viabilizar, pela terceira vez, a licitação do sistema de transporte público. Ele disse que ainda não conseguiu analisar por completo o modelo a ser elaborado em até seis meses, mas apontou que a gestão por linhas, e não por bacias, como ocorre nesta segunda-feira, parece ser um “retrocesso”. Para o gerente-executivo, os consórcios permitem a melhor relação custo-benefício.

Magalhães também disse que a não-participação das empresas no segundo processo de licitação do transporte rodoviário de Porto Alegre comprovou a inviabilidade da proposta oferecida pelo Executivo. Ele também reiterou o que foi apontado, há pouco mais de uma semana, pelo diretor-presidente da Carris, Sérgio Zimmermann, e defendeu a elevação da tarifa para pelo menos R$ 3,15. Segundo o gerente-executivo da ATP, com o valor atual de R$ 2,95 não há como renovar a frota. Questionado por que razão os empresários não desistem da gestão do transporte público, o diretor declarou que, apesar de essa ser a vontade de muitos deles, a Constituição Federal não permite.

O gerente-executivo da ATP ainda reiterou que as empresas atuais não temem a concorrência, já que isso pode melhorar o transporte público para o porto-alegrense.