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Atrasam obras na região do Beira-Rio

Trecho da avenida, com prazo para agosto, deve ser finalizado no dia 15

Obras na região do Beira-Rio devem ser finalizadas dia 15 de outubro
Obras na região do Beira-Rio devem ser finalizadas dia 15 de outubro Foto : André Ávila
Cansada com os transtornos causados pelas grandes obras realizadas de forma simultânea em Porto Alegre, a população está atenta aos prazos das intervenções. O conselheiro da Região 1 de Gestão do Planejamento do Conselho Municipal de Desenvolvimento Urbano Ambiental (CMDUA), Alan Furlan, disse que frequentemente recebe reclamações da região do estádio Beira-Rio, onde uma das etapas das seis programadas está atrasada.

O trecho 3 da duplicação da avenida Edvaldo Pereira Paiva tinha prazo de encerramento para agosto deste ano, segundo o portal da prefeitura “Transparência das Obras”. No entanto, faltam alguns ajustes para que o trabalho seja entregue. O coordenador técnico da Secretaria Municipal de Gestão, engenheiro Rogério Baú, afirmou que o cronograma tem andado muito bem e que, até o dia 15 de outubro, a parte que falta estará finalizada.

Furlan explicou que as pessoas anseiam que as obras acabem o quanto antes, pois elas têm gerado congestionamento. “Estamos recebendo bastante reclamações não só pelas obras, mas também porque condensaram várias ao mesmo tempo.”

Para o presidente regional do Sindicato da Arquitetura e da Engenharia (Sinaenco), Edgar Hernandes Candia, os problemas são resultado de falhas nos projetos. “Eles foram feitos em um curto espaço de tempo e isso compromete a qualidade”, declarou. A entidade tem acompanhando as obras para a Copa de 2014 na Capital e em outras cidades brasileiras. A situação, segundo Candia, é geral.

Na opinião do presidente e de profissionais da área, o planejamento é fundamental. Com ele, é possível prever todas as adversidades possíveis e minimizar os prejuízos tanto de tempo quanto de recursos. “Precisamos de planejamento muito antecipado. As equipes não podem ser pontuais e, sim, permanentes. Não se consegue atropelar etapas”, declarou Candia.

No Brasil, conforme ele, se economiza no tempo do projeto e se estende o prazo para a obra. “No Japão, se leva quatro anos para o projeto e quatro meses para a obra. Aqui é o contrário. Temos tecnologia fantástica disponível para fazer isso”, resumiu Candia. Além disso, destacou que a fiscalização das empreiteiras é muito importante para o andamento da execução.

Na região do Beira-Rio também ocorre a polêmica da calçada que circunda o estádio. A Andrade Gutierrez, responsável pela reforma do empreendimento, estaria empurrando a responsabilidade para o poder público. O vereador Pedro Ruas (PSol) disse que muitas pessoas entraram em contato com ele para saber mais informações. Por isso, sugeriu que o tema fosse debatido na reunião ordinária da Comissão de Urbanismo, Transportes e Habitação na próxima terça-feira.


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