Segundo Oliveira, o fenômeno pode causar duas formas de prejuízo à agricultura. A primeira delas é o atraso no cultivo, principalmente na Região Sul. “Conforme a seca se prolonga, o produtor perde a opção de escolher as variedades que vai plantar”, disse ele. A outra é a falta de água para as culturas irrigadas, como frutas por exemplo, que ficam comprometidas.
O técnico da OCB explica que esses problemas acabam levando a outros. Um deles é que as plantadeiras usadas no Sul também são utilizadas nos plantios de outras regiões. Isso porque o período de chuva costuma ter início naquela região e depois vai subindo para o restante do país.
Oliveira explicou, no entanto, que as consequências da seca mais aguda, que já começam a ser sentidas em alguns estados, só poderão ser dimensionadas quando o plantio estiver terminado. “Só vamos ter um resultado quando a área estiver toda plantada”, comentou.