Cortes orçamentários impactam na redução do ritmo de execução das obras para a Ponte do Guaíba. A Superintendência Regional do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) informou nesta segunda-feira que o objetivo era fazer uma adequação para que não houvesse paralisação no trabalho. Cerca de 200 funcionários foram demitidos da Queiroz Galvão, responsável pelo empreendimento, na semana passada e o Movimento Ponte do Guaíba temia que o serviço parasse. “Desde junho deste ano, o Dnit não pagou cerca de R$ 73 milhões. A empresa tem 800 funcionários”, observou o presidente da entidade Luiz Domingues.
O dirgente tem uma reunião nesta terça com o Ministério dos Transportes em Brasília para tratar do assunto. “Soubemos que não há previsão de mandar o dinheiro. Se isso acontecer, a ponte vai parar em dezembro”, avaliou. Domingues disse que os integrantes do Movimento sempre dialogaram com as autoridades, mas se o Dnit não der previsão para a retomada dos repasses, vai liderar um manifestação, com bloqueio da ponte por no mínimo seis horas, só permitindo a passagem de ambulâncias.
“Vamos mostrar que não estamos brincando. Queremos a ponte para o desenvolvimento da Metade Sul do Estado. Muitas empresas se instalaram na região por conta da promessa”, observou. Conforme ele, o prejuízo para a economia do Rio Grande do Sul por falta do empreendimento logístico chega a R$ 1,3 bilhão por ano. A construção da nova ponte do Guaíba está 25% executada.
Procurada pela reportagem, a Queiroz Galvão informou que, por questão contratual, não fala sobre o assunto. Já o Dnit não informou qual a redução do orçamento, nem se manifestou sobre a demissão dos funcionários.
Muitos trabalhadores estavam preocupados com os desdobramentos. Os terceirizados, no entanto, acreditavam que seus empregos seriam mantidos.
Atraso no repasse de verbas reduz ritmo da nova Ponte do Guaíba
Desde junho deste ano, o Dnit não pagou cerca de R$ 73 milhões para a construtura responsável