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Audiência apresenta propostas para melhorar serviço de telefonia celular

Vendas de novos números e internet 3G seguem suspensas em Porto Alegre

Três propostas para melhorar os serviços de telefonia celular podem ser implementadas em Porto Alegre. As medidas foram elaboradas durante uma audiência que durou três horas e reuniu representantes das operadoras, do Programa Municipal de Defesa dos Consumidores (Procon), o presidente da seccional gaúcha da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/RS) Cláudio Lamachia, secretarias e prefeitura da Capital.

Entre as ações, estão a prestação de informações ao consumidor sobre o limite do alcance de cada operadora em contratos, a mudança na legislação que disciplina a instalação de antenas na cidade e a revisão de pelo menos cem pedidos por instalação de infraestrutura na cidade. Porém, as operadoras não deixaram claro se vão cumprir imediatamente a determinação que já constava na cautelar do Procon que determinou o congelamento da venda de novos números e internet 3G em Porto Alegre.

Segundo o presidente do Sindicato Nacional das Empresas de Telefonia e de Serviços Móvel Celular e Pessoal (Sinditelebrasil), Eduardo Levy, as empresas cumprem em parte a determinação, mas é da natureza da telefonia ter pontos cegos. “Quando há um defeito, uma interrupção, essas regras são estabelecidas pela Anatel e temos que comunicar e ressarcir o cliente”.

Por enquanto, as companhias seguem proibidas de vender novas linhas e têm o prazo de dez dias para apresentar explicações ao órgão de defesa dos direitos do consumidor, de acordo com a diretora do Procon municipal Flávia do Canto Pereira. “A medida cautelar administrativa permanece valendo e as empresas se comprometeram a apresentar uma proposta para informar os consumidores e fazer a devolução em casos de serviços não prestados”, salienta.

Ainda em estudo, está a adoção de medidas semelhantes pelo Procon/RS, que apesar de não ter participado da audiência, deve notificar as operadoras nesta quarta-feira. O pedido será por informações sobre prazos e melhorias na prestação dos serviços com prazo de 72h. O Sinditelebrasil ainda ressaltou que a legislação para a telefonia é uma das mais restritivas do país e impede a instalação de novas antenas em um raio menor que 500m e 50m para as proximidades de hospitais.

A promessa da prefeitura e secretários é de que a a desburocratização da legislação entre na pauta da Câmara de Vereadores no retorno do recesso parlamentar. Para isso será criado um grupo de trabalho para discutir as alterações na regulamentação que é de 2002.

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