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Audiência pública discute preservação Mata Atlântica em Porto Alegre

Câmara de Vereadores recebeu representantes de órgãos e entidades ligadas ao meio ambiente

 Apesar de Porto Alegre ser a capital brasileira com maior área proporcional de Mata Atlântica preservada - 32% da vegetação natural do bioma -, ainda não há um Plano de Conservação e Recuperação da Mata Atlântica (PMMA) no município. Para discutir o tema, a Comissão de Saúde e Meio Ambiente (Cosmam) da Câmara de Vereadores promoveu nesta terça-feira uma audiência pública com representantes de órgãos e entidades ligadas ao meio ambiente.

Para a presidente da Cosmam, a vereadora Lourdes Sprenger, falta conscientização e vontade para a estruturação de uma ferramenta para conservar a Mata Atlântica. “Falta vontade política e conscientização de governos sobre a importância do meio ambiente, de pensar além do cimento”, afirmou. “Temos muitos estudiosos e ambientalistas que poderão fazer levantamentos para criar esse Plano e saber o que temos em Porto Alegre para salvar a Mata Atlântica”.

No Rio Grande do Sul, apenas Igrejinha e Caxias do Sul contam com um PMMA. Segundo a coordenadora do GT Mata Atlântica do Instituto Mira-Serra, a bióloga Lisiane Becker, o Plano deve existir para ser utilizado como uma ferramenta importante de gestão territorial, onde se poderá ter um mapa da cobertura vegetal, dos usos que se faz do espaço e de mecanismos para impedir os vetores do desmatamento. “Tudo que está regrado traz segurança jurídica e técnica. Com metas estipuladas, a própria comunidade poderá ajudar, tanto com a vontade de preservar, quanto com apresentação de áreas de conflito”.