O trabalho teve início na terça-feira com análise de documentação na sede do Daer/RS, em Porto Alegre, onde estiveram 15 auditores. "A meta é verificar se os objetivos do programa foram cumpridos do ponto de vista da economicidade e da eficiência, e se houve compatibilidade entre o projeto e a execução", explicou o diretor de Controle e Fiscalização do TCE/RS, Victor Hofmeister.
O próximo passo é a visita de auditores e engenheiros do tribunal às rodovias recuperadas para avaliar o estado de conservação de cada quilômetro. O relatório deve ser concluído em três meses. Caso sejam comprovadas irregularidades, os responsáveis ficam sujeitos a multa, recomendação do TCE e rejeição de contas. "A responsabilidade, se houver, será do Daer, que pode cobrar da empresa", observou Hofmeister. De acordo com a auditora Andréia Mallmann, a vida útil das rodovias recuperadas deveria ser de pelo menos dois anos, mas informações obtidas junto à Secretaria Estadual de Infraestrutura e Logística dão conta de que muitos trechos já teriam se deteriorado antes deste período. Algumas obras, segundo a auditora, ainda estão em andamento.