Com o fim da paralisação, definido em assembleia do Sindicato dos Professores das Instituições Federais do Ensino Superior de Porto Alegre (ADufrgs) na segunda-feira, as notas deverão ser publicadas até sexta-feira pelos chefes de departamento. Na próxima semana ocorrerá a encomenda e a matrícula dos alunos de graduação.
Mesmo com o fim da greve dos docentes, alguns serviços na universidade, como bibliotecas, secretarias e restaurantes universitários, ainda poderão ficar prejudicados devido à paralisação dos servidores, que já dura 58 dias. O governo fez uma proposta nesta semana, mas a tendência da categoria é rejeitar a oferta, que prevê reajuste de 15%, entre 2013 e 2015.
No Interior do Estado, as aulas ainda são prejudicadas, já que a greve dos professores continua. A situação ocorre nas universidades federais do Rio Grande (Furg), do Pampa (Unipampa), de Santa Maria (UFSM) e de Pelotas (UFPel), filiadas ao Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes). O sindicato, que representa a maior parte das instituições paralisadas, foi contrário à aprovação da proposta que prevê reajustes de 25% a 40% entre 2013 e 2015, mas não abrange a reestruração de carreira, conforme o Andes.
A Federação de Sindicatos de Professores de Instituições Federais de Ensino Superior (Proifes), ao qual o ADufrgs é filiado, assinou acordo com o governo na sexta-feira. No País, 57 das 59 universidades entraram em greve em maio, além dos institutos federais.