Os de 5,4 mil crianças matriculadas na primeira etapa da Educação Básica foram orientados desde sexta-feira a não levar os filhos à escola a partir desta segunda. “Nossos profissionais estão se desgastando para organizar a logística dos funcionários. A energia e os recursos próprios estão acabando e não podemos permitir que as crianças não sejam atendidas adequadamente”, justificou a secretária.
Para manter os serviços, retomados na última terça-feira, quando acabou o recesso escolar, os servidores das instituições de ensino ratearam as despesas dos colegas que não podiam arcar com o ônus das passagens de lotações sem o subsídio do vale-transporte. Caronas solidárias e até a busca de colegas em casa com o próprio carro foram expedientes usados por diretores e vice-diretores para superar os obstáculos gerados pela paralisação dos rodoviários.
Além da logística, os professores e diretores vinham exercendo várias funções para manter as escolas abertas. Eles atuam na cozinha e na limpeza geral. “Percebe-se o esgotamento dos esforços na primeira semana do ano letivo. Não podemos admitir esse tipo de desgaste dos nossos servidores”, concluiu a secretária.