As aulas na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) aconteceram normalmente nesta quinta-feira, mas a biblioteca, xerox, laboratórios e demais serviços que precisam dos servidores técnicos administrativos não funcionam hoje. Em torno de 300 trabalhadores estão paralisados, para forçar a retirada do Projeto de Lei Parlamentar 549/09, que, segundo os servidores, congela os salários do funcionalismo por dez anos. Quase 50 funcionários da UFRGS estão em Brasília participando de uma marcha nacional contra o projeto.
Nesta manhã, aconteceu um ato político em frente à reitoria com aproximadamente 200 pessoas. Uma delas era o vice-reitor Rui Vicente Oppermann, professor de Odontologia desde 1983.
O PLP 549 tramita na Câmara dos Deputados em regime de urgência e limita o aumento das despesas com pessoal até 2019, com reajuste fixado na base da inflação do ano anterior mais 2,5% de aumento real na folha de pagamento. Conforme a categoria, caso a lei seja aprovada, ela impediria a realização de novos concursos públicos. O relator da proposta é o deputado Luiz Carlos Busatto (PTB).
Aulas são mantidas na UFRGS mesmo com paralisação de servidores
Vice-reitor da universidade aderiu às manifestações em frente à reitoria<br />