O diretor da Vigilância Sanitária de Santa Rosa, Antonio Palhano, diz que no inverno os trabalhos devem seguir reforçados como forma de evitar número alto de índice infestação no próximo verão. Ele explica que o mosquito fêmea coloca o ovo na parede de um objeto com água e, quando o mesmo cai na água, hidrata-se, transformando-se em larva. Com temperaturas abaixo de 15 graus, o ovo não vira larva, mas sobrevive até 500 dias. "Por isso, devemos eliminar durante o inverno a maior quantidade de ovos, esvaziar recipientes com água e limpar as paredes dos objetos com água e sabão, para que, quando chegar o verão, não ocorra esta infestação do mosquito adulto", ressalta.
Uma série de ações visando a prevenção devem ocorrer nesta semana. Para segunda à noite, estava prevista uma reunião destinada a conscientizar lideranças comunitárias do município, no sentido de pedir auxílio a cada morador na eliminação de criadouros do mosquito nas residências. Nesta quinta-feira, outro encontro irá desenvolver esse assunto com um novo grupo. No sábado, Dia da Solidariedade, 170 pessoas farão blitz no Centro, entregando panfletos e conversando com a população sobre o problema da doença. Além disso, 27 agentes seguem na visitação a moradias e atuando na aplicação de inseticida com aparelhos UBV Costal e UBV Pesado, em áreas de pacientes contaminados.
Santa Rosa tem 216 notificações suspeitas de dengue. Destas, além das 122 confirmadas, há 54 descartadas e o restante aguarda resultado do Lacen. Palhano lembra que os índices são menores que em 2010, quando houve 168 pessoas contaminadas. "A meta é reduzir os índices a cada ano", diz. Na região, Três de Maio tem três casos confirmados e taxa de infestação de 0%. Em Santo Cristo, há um registro, importado de Santa Rosa, e índice de 0,78%. Tucunduva também tem um caso importado de Santa Rosa e infestação de 4,02%.