Enquanto a AsofBM promete realizar sua própria manifestação em defesa de melhor atenção à tropa, na quinta-feira, a partir das 11h, na Esquina Democrática, o Comando da BM reafirma sua posição de acerto na conduta perante os protestos, que tiveram registro de apenas dois PMs feridos e nenhum caso de ferimento grave entre os civis manifestantes.
Segundo a chefe da Seção Veterinária do 4 RPMon, capitã Fernanda Lobo da Cunha, grande parte dos ferimentos foi causada por pedradas e garrafadas, além de lesões de queimaduras ocasionadas por rojões lançados na direção das unidades da Brigada que acompanhavam os protestos. "Estes objetos acertaram, principalmente, as patas e o dorso dos animais", relatou Fernanda. Ela revela que, em quase 15 anos de serviço, jamais a enfermaria esteve tão ocupada. "O regimento possui 140 animais. O comum é termos pouco mais de 10% deles em tratamento. Nestas ocasiões, tivemos mais de 30% feridos", lamentou.
Para o presidente da AsofBM, tenente-coronel José Carlos Riccardi Guimarães, tanto a condição para terem se ferido os animais, quanto para terem se ferido PMs, foi proporcionada pela falta de iniciativa da corporação para enfrentar os manifestantes agressores. Ele acredita que, se a BM tivesse empreendido força nas ações, os casos estariam em menores quantidades ou não existiriam. Riccardi também disse que há falta de atenção aos PMs feridos em ação.
O subcomandante da BM, coronel Silanus Serenito Mello, garante que a estratégia empregada foi definida por critérios técnicos e considerada bem-sucedida. "Diante da quantidade de pessoas que estiveram envolvidas nesses protestos, devemos entender que a BM agiu bem. Tivemos dois brigadianos feridos, que estão atendidos e assistidos. Os animais recebem o melhor cuidado", concluiu Silanus.