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Aumenta número de residências afetadas pelo granizo no RS

Minas do Leão irá solicitar pedido de emergência

	Moradores de Viamão tentam cobrir o telhado das moradias com lonas para que a chuva não danifique os móveis e eletrodomésticos
Moradores de Viamão tentam cobrir o telhado das moradias com lonas para que a chuva não danifique os móveis e eletrodomésticos Foto : Samuel Maciel
Com informações de Jézica Bruno e Ananda Müller

Os números de famílias atingidas no Rio Grande do Sul pela chuva e pelo granizo desta segunda aumentaram nesta tarde. Em Viamão, mais 1 mil famílias foram afetadas. A prefeitura de Minas do Leão, que irá solicitar pedido de emergência, registra 800 casas afetadas pela precipitação de pedras de gelo, que durou cerca de 15 minutos. Soledade tem 500 residências danificadas.

Segundo a prefeito de Minas do Leão, Silvia Maria Lasek Nunes, os bairros Recreio e São José foram os mais afetados. A Escola Municipal de Ensino Fundamental Ricardo Porto suspendeu as aulas e antecipou as férias.

O prefeito de Viamão, Valdir Bonatto, disse em entrevista para a Rádio Guaíba que três pontos distribuem lonas e atendem os atingidos pela chuva. São as escolas São Tomé (fone 9989-2800), Getúlio Vargas (fone 3493-6460) e Recanto da Lagoa (fone 3446-0000).



Centenas de pessoas que tiveram a residência danificada pelo granizo buscavam abrigo na casa de familiares durante a manhã. Outra parte dos afetados tentava cobrir o telhado das moradias com lonas para que a chuva não danificasse os móveis e eletrodomésticos.

O serviços gerais Jackson Luiz Gorziza teve o telhado da casa alugada totalmente perfurado. A filha de quatro meses e a esposa tiveram que deixar o local às pressas ainda no começo da madrugada, por volta da 1h30min. “As pedras começaram a cair de madrugada, não por muito tempo, mas estragaram todo o telhado. Tivemos que sair rápido e ir para a casa de parentes”, contou. O telhado ficou com diversos buracos e a água molhou todos os cômodos e móveis. “Coloquei até uma lona em cima da cama, mas não adiantou de nada, molhou tudo”, observou.

Para dar apoio inicial aos afetados, a Defesa Civil realizou o cadastramento dos que buscavam por doações de lonas nas três escolas e através do 156. Os preços foram elevados no comércio devido a grande procura. Outras equipes, compostas por funcionários das secretarias de Assistência Social, Obras e Saúde faziam levantamentos da situação nas ruas. Homens do Corpo de Bombeiros foram disponibilizados para ajudar no conserto dos telhados. Segundo o vice-prefeito André Pacheco, não está descartada a possibilidade de Viamão decretar situação de emergência.

Porto Alegre


Em Porto Alegre, a chuva constante e com ventos causou transtornos. Foi verificada falta de energia elétrica em áreas diversas da cidade durante a madrugada, pontos de alagamentos, o que gerou transtornos para que os que trafegavam pelas vias no começo da manhã e problemas em alguns semáforos que chegaram a ficar fora de funcionamento. Uma árvore também caiu e obstruiu a rua Garibaldi, entre a avenida Farrapos e a Cristóvão Colombo, por algumas horas.

Conforme a Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), os principais pontos de alagamentos foram registrados em determinados trechos de vias e avenidas como Farrapos, Conceição, Ramiro Barcelos, Érico Veríssimo, Bento Gonçalves, Loureiro da Silva, República, Luiz Afonso e 17 de junho. Também houve alagamentos no Viaduto da Carlos Gomes e Viaduto Dona Leopoldina.

Os semáforos ficaram fora de funcionamento em vias como Aparício Borges e Pedro Boticário, Borges de Medeiros e Salgado Filho, Plínio Brasil Milano e Cristóvão Colombo, Daniel Betts e Protásio Alves, Antônio de Carvalho e Ipiranga, entre outras.

De acordo com a MetSul Meteorologia, entre 1h (quando a chuva iniciou em Porto Alegre) e 9h, choveu dois terços da média do mês na área central da cidade. O volume médio histórico de chuva de julho inteiro é de 121,7 milímetros, o que significa que a Capital teve chuva de um mês em um dia com o prosseguimento da chuva.

Previsão do tempo

A expectativa da MetSul Meteorologia era de possibilidade de chuva no Rio Grande do Sul todos os dias até a sexta-feira. Devem ocorrer, no entanto, intervalos de tempo firme, até com sol e temperatura alta em algumas áreas.

A previsão é de que nesta terça-feira ainda chova e garoe em diferentes pontos do Estado entre a madrugada e de manhã, mas no decorrer do dia o sol apareça com nuvens na maioria das regiões e esquente.