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Aumento de 30% a 50% no IPTU será gradativo em Porto Alegre

Reajuste do tributo será aplicado para 750 mil imóveis na Capital

Reajuste do tributo será aplicado para 750 mil imóveis na Capital
Reajuste do tributo será aplicado para 750 mil imóveis na Capital Foto : Samuel Maciel
A revisão da planta de valores do imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU) de 750 mil imóveis deverá resultar em um reajuste do tributo em torno de 30% a 50%, escalonados ao longo do tempo, sendo implantado de forma gradativa ao longo de três anos, até o fim da atual gestão do prefeito Nelson Marchezan Júnior. A informação é do secretário municipal da Fazenda, Leonardo Maranhão Busatto.

“Faz 26 anos que a cidade não faz uma atualização da sua planta. Existem capitais como é o caso de São Paulo que atualizou duas vezes neste período o valor do imposto”, acrescentou. Segundo Busatto, a atualização é necessária para promover a justiça tributária na cidade. Ou seja, as pessoas que têm imóveis de mesmo valor deveriam pagar valores de IPTU iguais. Porto Alegre é a última capital do Brasil que não atualizou a sua planta aos valores de mercado.

Conforme Busatto, Porto Alegre está muito defasada com relação ao tributo. “Com os valores cobrados pelo IPTU hoje, eu garanto que ninguém venderia o seu imóvel”, comentou. O secretário disse que o reajuste médio a ser aplicado vai depender de uma decisão de governo do prefeito que ontem conheceria o projeto durante uma apresentação no Paço Municipal.

O secretário ressaltou que também haverá uma negociação na Câmara de Vereadores, onde o assunto será discutido.
O projeto de lei com a proposta de atualização da planta de valores do IPTU será encaminhado para a Câmara Municipal até a terceira semana de agosto. Para entrar em vigor a partir de 2018, o projeto precisa obrigatoriamente ser aprovado pelos vereadores e sancionado até o dia 29 de setembro.

Já o diretor da Divisão de Receita Imobiliária da Secretaria Municipal da Fazenda (SMF), Marco Heinski, disse que o trabalho dos técnicos sobre a atualização dos valores do imposto de 750 mil imóveis da Capital começou em janeiro deste ano. “O trabalho de avaliação dos técnicos é bastante complexo. A nossa ideia é atingir um valor de mercado verdadeiro. Temos hoje uma discrepância entre o que é vendido e o que está no cadastro da Secretaria da Fazenda”, explicou.

De acordo com Heinski, o tributo municipal nesses 26 anos nunca foi atualizado além da inflação do ano anterior. No entanto, ele destacou que os valores dos imóveis iam se elevando conforme o mercado e a economia brasileira.
Conforme Busatto, hoje Porto Alegre arrecada mais com os repasses do Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores (IPVA), recolhido pelo Estado, do que com o tributo municipal. Enquanto recebe cerca de R$ 500 milhões por ano da sua cota no IPVA, o município conta com cerca de R$ 450 milhões provenientes do IPTU.

Do total dos valores arrecadados do tributo pelo menos 25% são destinados à educação e 15% aplicados em saúde, conforme a Constituição, e o restante é utilizado em serviços prestados pelo município à população. O IPTU é a segunda maior receita própria da prefeitura de Porto Alegre, e corresponde a 25% da arrecadação própria.