“Com esse aumento de temperatura é esperado que o sistema elétrico tenha uma maior demanda e uma exigência maior de consumo, então podem acontecer casos pontuais”, explica o assistente da divisão de operação da CEEE, Jorge Homero dos Santos. Apesar do aumento de ocorrências, ele afirma que o número é inferior ao mesmo período do ano passado.
Mesmo assim, já prevendo um aumento na demanda, a companhia aumenta os efetivos nesta época do ano. “Lançamos mão de pessoal de contingência para fazer o atendimento de emergência. Temos um plano preparado e planejado para essas demandas, principalmente no Litoral Norte”, observa Santos.
O ar condicionado continua sendo o “vilão”, principal responsável pelas quedas de energia elétrica. Por isso, a sua utilização requer alguns cuidados. “Pedimos que na utilização não deixem o calor externo influenciar muito. Tem que fechar as janelas e não deixar que o ar quente da rua entre”, afirma. O aparelho também não deve ser colocado em local de incidência da luz solar, para que o seu desempenho não seja prejudicado pelo calor.
No interior do Estado, os temporais, e não o calor, provocaram danos à rede elétrica no início do verão. Na manhã de sexta-feira, 10 mil residências ainda estavam sem energia. A região das Missões foi a mais afetada. Equipes da RGE trabalham desde a noite de quinta-feira para restabelecer o fornecimento. Na área da AES-Sul, quatro mil clientes chegaram a ficar sem luz, nos vales dos Sinos e do Caí.