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Autoridades alertam para prevenção contra dengue na região Metropolitana

Em Porto Alegre, índice de infestação passou de 1,8% em janeiro para 4,7% em março

Apesar de o número de casos confirmados de dengue ter diminuído no Estado, o governo demonstra preocupação com a presença do mosquito transmissor da doença, o Aedes aegypti, na região Metropolitana. Na Capital, a taxa de infestação passou de 1,8%, em janeiro, para 4,7%, em março, valor considerado de alto risco pelo Ministério da Saúde, e o maior desde 2007. O secretário estadual da Saúde, Ciro Simoni, informou nesta terça-feira, em coletiva à imprensa, que dos 66 municípios infestados, seis estão na Grande Porto Alegre.

“A colaboração da comunidade é fundamental para diminuir os focos”, declarou, lembrando que as pessoas não devem deixar recipientes com água parada, onde as larvas do inseto podem se desenvolver. “Esse é um mosquito doméstico”, complementou.

Neste ano, o Rio Grande do Sul registrou 389 notificações, das quais 78 foram confirmadas – 29 delas transmitidas no Estado e 49 importadas. Já no mesmo período de 2011, foram 1.285 notificações e 277 confirmações – 181 no Estado e 96 importadas.

Em Porto Alegre, 14 casos foram confirmados este ano e 50 no mesmo período do ano passado. A região Metropolitana requer atenção especial em função da proximidade entre as áreas urbanas dos municípios, segundo Simoni. “Há muita circulação de pessoas de fora”, ressaltou.

O secretário municipal da Saúde, Marcelo Bósio, explicou que mesmo com a chegada do frio, o mosquito, na área domiciliar, preocupa. Ele disse que 60% dos criadouros são pequenos recipientes. “Se nós não cuidarmos, teremos mais casos de dengue”, salientou. O bairro Rubem Berta registra um dos maiores índices de infestação, de 12,3%, enquanto a meta é chegar a média da cidade para menos de 1%.

A prefeitura da Capital fez um levantamento de amostragem em 14.287 imóveis em 76 bairros, dos quais 31 (o equivalente a 41%) estavam com índice de infestação superior a 3,9%, de alto risco. Em outros 41 bairros (54%), a incidência registrada foi de médio risco. Apenas quatro bairros estavam com infestação inferior a 1%.

Além da região Metropolitana, o Noroeste e o Sul do Estado concentram as maiores áreas infestadas. Na Grande Porto Alegre, as cidades mais atingidas são Alvorada, Cachoeirinha Canoas, Gravataí, São Leopoldo, Viamão e a Capital.

Confira alguns cuidados para evitar criadouros do mosquito:


- Não acumule pneus velhos. Se forem utilizados, devem ser furados ou cobertos para que não acumulem água;

- Feche caixas d`água, tonéis, barris e latões;

- Mantenha calhas, canos e ralos desentupidos;

- Latas de lixo devem ficar sempre bem fechadas e evite acumular entulhos e restos de obras;

- Mantenha garrafas vazias com o gargalo para baixo;

- Troque diariamente a água do bebedouro de animais domésticos e faça, pelo menos, uma limpeza semanalmente;

- Mantenha a água das piscinas tratada. Se não estiver usando, mantenha-a coberta;

- Mantenha os pratos dos vasos sem água. Escove bem para remover possíveis ovos do mosquito e encha o prato com areia;

- Se for viajar ou se a casa ficar desocupada por alguns dias, deixe a tampa do vaso sanitário fechada;

- Plantas, como bromélias, devem ser regadas somente na raiz e deverão ser feitos furos nas folhas para não acumular água;

- Mantenha limpas e sem água acumulada as gavetas de degelo da geladeira.

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