A partir de informações, documentos e fotos, foi elaborado um relatório enviado ao Ibama, com sede em Passo Fundo. O objetivo é saber se os técnicos do instituto conseguem identificar que tipo de animal estaria provocando os ataques e, a partir daí, decidir que providências serão tomadas.
O secretário de Administração de Floriano Peixoto, José Mário Rigo, disse nesta quarta-feira que os ataques a terneiros vêm ocorrendo há cerca de quatro meses. Os animais foram encontrados mortos em potreiros nas Linhas Anita Garibaldi e São Lourenço.
O que mais intriga as autoridades é que todos os animais foram atacados na mesma região do corpo. Eles apresentam graves lesões na altura do focinho. Alguns, inclusive, tiveram as mandíbulas arrancadas. Rigo disse que as pessoas falam na possibilidade de um puma estar rondando a área, mas “a região não tem registros históricos de abrigar" essa espécie. "Além disso, nunca foram registrados ataques parecidos”, afirmou. Ele observou, porém, que há registro de pegadas que apontam para um animal de porte.
No Escritório da Emater, em Floriano Peixoto, os registros mostram ataques mais recentes no dia 30 de outubro e no último fim de semana. Na propriedade de Claudiomir Levinski, em Linha São Lourenço, dois terneiros foram encontrados agonizando.