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Avião com militares brasileiros não consegue pousar no Haiti

Pista do aeroporto foi destruída por causa do terremoto na noite de ontem

Um avião com 130 militares teve que retornar ao Brasil nesta quarta-feira porque não conseguiu pousar em Porto Príncipe, capital do Haiti. A pista do aeroporto local está destruída por causa do terremoto que ocorreu na noite de ontem, informou o exército.

Os militares saíram do Rio de Janeiro na terça-feira, passaram a noite na base do Exército em Boa Vista, Roraima, e seguiram para o Haiti. O piloto foi obrigado a aterrissar em Santo Domingo, na República Dominicana, e então os brasileiros voltaram ao país. Segundo o Itamaraty, a embaixada dominicana está sendo usada para abrigar os moradores da região que pedem auxílio na cidade.

O batalhão do Exército está em processo de troca. Na segunda-feira, um contingente de 150 militares partiu para Porto Príncipe para participar da missão de paz da ONU (Organização das Nações Unidas), presente há quase seis anos no país. A rotatividade dos soldados é feita a cada seis meses.

Sobre os militares no Haiti

Em fevereiro de 2004, conflitos armados eclodiram em Gonaives, espalhando-se por outras cidades até que os insurgentes assumiram o controle do norte do Haiti. Apesar dos esforços diplomáticos, a oposição armada ameaçou marchar sobre Porto Príncipe. O presidente deixou o país em 29 de fevereiro e asilou-se na África do Sul.

Bonifácio Alexandre assumiu a presidência, interinamente, e requisitou assistência das Nações Unidas para apoiar uma transição política pacífica e constitucional e manter a segurança interna. Batizada de Minustah, a missão se mantém até hoje.

O efetivo autorizado para o contingente militar é de 6.700 homens, oriundos dos seguintes países contribuintes: Argentina, Benin, Bolívia, Brasil, Canadá, Chade, Chile, Croácia, França, Jordânia, Nepal, Paraguai, Peru, Portugal, Turquia e Uruguai.

As informações são do R7.