Ambas as aeronaves têm capacidade para despejar cerca de 2 mil litros de água cada. Até o momento, dois aviões agrícolas eram utilizados para combater as chamas – cada um com capacidade de 600 litros de água. O trabalho de extinção também é feito por terra, com duas lanchas.
Segundo o chefe da estação ecológica, Henrique Horn Ilha, a BR 471, que corta a reserva ecológica, deve ser utilizada para o reabastecimento das aeronaves. Ilha informou que caminhões tanques já estão a postos junto à rodovia para auxiliar no processo. O objetivo é reduzir o trajeto, ampliando a quantidade e agilidade de água despejada sobre o fogo. Ilha reforçou que quanto menor o intervalo entre os despejos de água, maior o sucesso no combate ao fogo.
Causa e impacto do incêndio
O primeiro foco de incêndio foi percebido por volta das 9h de terça-feira. A causa mais provável é de que um raio tenha atingido o local e iniciado o fogo. Quanto ao impacto sobre os animais da reserva ecológica, Ilha afirmou que pode ser maior sobre os répteis e anfíbios devido à sua mobilidade menor. No entanto, por se tratar de área de banhado, é possível que muitos consigam se proteger do fogo ao mergulhar na água.
A reserva do Taim fica no extremo sul do Estado e ocupa uma área de cerca de 34 mil hectares – parte no município de Santa Vitória do Palmar e parte em Rio Grande. A finalidade é a preservação de um grande viveiro natural de animais e vegetais distribuídos em banhados, campos, lagoas, praias arenosas e dunas litorâneas.
Com informações do repórter Gabriel Jacobsen