A prefeitura de Bagé decretou na tarde desta quarta-feira situação de emergência em razão do temporal que atingiu a cidade na noite de terça-feira e na madrugada desta quarta-feira. Segundo dados do Corpo de Bombeiros, cerca de 100 casas foram alagadas pela enchente do Arroio Bagé, que corta a cidade de Norte a Sul. Dezenas de famílias perderam praticamente todos seus pertences, levados ou avariados pelas águas. A maioria delas reside em áreas de risco.
Algumas pessoas desabrigadas foram transferidas para o ginásio Presidente Médici (Militão) e para a escola São Pedro. Além de voluntários da Defesa Civil e servidores de várias secretarias municipais, militares do exército auxiliaram na retirada das famílias que tiveram suas casas alagadas. Outras vítimas foram acolhidas por vizinhos e parentes e já começam o processo de limpeza das residências.
A comunidade local já começou a se mobilizar para recolher roupas, alimentos, móveis e utensílios destinados às famílias prejudicadas pela enchente. Doações também podem ser encaminhadas para o Programa do Cidadão Bajeense (Prociba) - (53) 3242-8164 - e para o Centro do Idoso - (53) 3241-2947.
Também foram registrados muitos problemas de energia elétrica nas áreas rurais e urbanas dos municípios de Bagé, Dom Pedrito e Pinheiro Machado. Conforme o chefe do Centro de Atendimento da CEEE, Walmor Mendes, na cidade de Bagé 995 consumidores tiveram a energia desligada em razão dos alagamentos. O serviço só foi restabelecido no final da tarde. Na área rural de Bagé, 400 consumidores ficaram sem energia, especialmente nas localidades de Serrilha, Coxília das Flores e Estrada da Igrejinha. Em Pinheiro Machado foram 780 consumidores prejudicados e em Dom Pedrito, 18.
Conforme a CEEE, não há previsão para o restabelecimento do serviço nas áreas rurais, já que muitos desses consumidores estão em locais de difícil acesso por causa das enchentes dos arroios.
Bagé decreta situação de emergência por causa do temporal
Cerca de 100 casas foram alagadas pela enchente do Arroio Bagé