Conforme relatório realizado pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Rural, o plantio das culturas de verão sofreu uma diminuição significativa - a área prevista para o plantio de soja era de 15 mil hectares e, destes, apenas 12 foram plantados. Já o arroz perdeu cerca de 15% de sua área programada. O milho também sofre com a estiagem: das sete toneladas de sementes do programa Troca-Troca do governo do Estado, cinco ainda se encontram armazenadas.
A pecuária, do mesmo modo, está sendo afetada: os bovinos de corte estão com uma redução no nível de prenhas e a comercialização dos animais também está prejudicada, pois com a falta de alimentação adequada e de água o peso do animal diminuiu. Quanto aos bovinos de leite, a Camal (Cooperativa Agrícola Mista Aceguá Ltda.) já teve uma queda na produção de 30%, enquanto produtores da Abaleite (Associação Bageense de Leite) estimam uma perda em torno de 15% a 20%. O prejuízo é menor para produtores da Abaleite devido a utilização de silagem, o que garante ao rebanho uma alimentação mais completa.
Conforme destacou o secretário, a situação está delicada no interior do município. “Em algumas localidades, os produtores de hortaliças trabalham com apenas 30% da capacidade de seus reservatórios de água. Se não chover em 45 dias um volume considerável de chuva, a produção terá perda total”, aponta Meneses.
Após a reunião da última sexta-feira, foi decidido que serão solicitados junto a Defesa Civil tanques de 4,5 mil litros de água e caixas d'água para abastecer as localidades necessitadas. Já está marcado para o próximo dia 14 uma reunião com o prefeito de Bagé, Dudu Colombo, com a secretaria e entidades do setor produtivo. O objetivo é definir a possível decretação de situação de emergência no município.