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Bagé registra precipitação de cinzas vulcânicas

Nuvem começa a se afastar do Rio Grande do Sul para o mar

Bagé registra precipitação de cinzas vulcânicas
Bagé registra precipitação de cinzas vulcânicas Foto : Francisco Bosco / Especial CP
Uma camada muito fina de cinza vulcânica, quase imperceptível, amanheceu depositada sobre os parabrisas de alguns veículos em Bagé, nesta sexta-feira. A nuvem que se deslocou do Chile, foi percebida por volta das 17h dessa quinta-feira, sobre o município e região Sudoeste do Estado. De acordo com a MetSul Meteorologia, este é o primeiro registro de precipitação dessa natureza desde 1993.

Conforme o superintendente do Aeroporto Comandante Gustavo Kraemer, Francisco Camejo, as operações estão suspensas pelo menos até o meio-dia. A suspensão foi determinada pela Força Aérea Brasileira (FAB), segundo informou Camejo.

A MetSul Meteorologia informou nesta sexta-feira que as cinzas vulcânicas do complexo Puyehue-Cordón Caulle permanecem em suspensão na atmosfera do Rio Grande do Sul, mas ressaltou que as condições para navegação aérea são muito melhores dos que as registradas nessa quinta no fim da tarde, quando as empresas decidiram suspender suas operações no Estado. De acordo com a MetSul, a área de maior densidade de cinzas vulcânicas já se afastou para o mar, o que pode levar o setor aéreo brasileiro a gradualmente retomar seus voos no decorrer do dia.

A situação permanece mais complicada no Uruguai e na Argentina, onde a densidade da nuvem vulcânica também diminuiu nas últimas horas na região do Prata, entretanto, os aeroportos de Ezeiza (Buenos Aires) e Carrasco (Montevidéu) seguiam reportando presença de cinzas vulcânicas em seus boletins meteorológicos do final da madrugada desta sexta.


Em Bagé, fina camada de cinzas ficou depositada sobre os veículos / Foto: Francisco Bosco / Especial CP

As informações são do repórter Jossicar Saraiva

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