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Ele foi transferido de Cascavel (PR) para o Rio na sexta-feira. Os médicos ainda farão uma série de exames para saber o que causou a dor de garganta, tosse e febre relatadas por ele. O hemograma (exame que avalia as células sanguíneas do paciente) indicou alterações de causa ainda desconhecida.
A logística da viagem de volta do guineense do Rio para Cascavel ainda será definida entre o Ministério da Saúde, a Fiocruz e o governo do Paraná. Na terça-feira a equipe médica que o atendeu concederá uma entrevista coletiva para comentar o quadro clínico do paciente. O vice-presidente de Meio Ambiente e Promoção da Saúde da Fiocruz, Valcler Rangel, também participará. Bah não quis falar com a imprensa.
Bah chegou ao Brasil em setembro, vindo da Guiné, país que enfrenta um surto de Ebola, e ingressou na condição de refugiado. Segundo o Ministério da Justiça, não há necessidade de que ele se apresente às autoridades migratórias após receber alta hospitalar. O processo para a concessão ou não de refúgio seguirá normalmente. Ele fará uma entrevista com um técnico do Ministério para justificar a alegação de perseguição ou violação dos direitos humanos na Guiné, condições para que o pedido de refúgio seja aceito.