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Bairro Olaria, em Cachoeirinha, permanece alagado

Famílias ainda não conseguiram voltar para casa

Vanessa Alves mora em uma estrutura suspensa, quase a um metro do solo. Ela, o marido e os três filhos não precisaram ir para um abrigo
Vanessa Alves mora em uma estrutura suspensa, quase a um metro do solo. Ela, o marido e os três filhos não precisaram ir para um abrigo Foto : André Ávila
A situação do bairro Olaria em Cachoeirinha permanece a mesma. A água que inundou ruas e imóveis praticamente não baixou e os moradores não puderam voltar. Nesta segunda-feira uma das poucas pessoas que continuou em casa, aproveitava para estender as roupas no sol. Vanessa Alves mora em uma estrutura suspensa, quase a um metro do solo. Ela, o marido e os três filhos não precisaram ir para um abrigo. “Minha mãe teve o bar dela alagado e veio para cá também”, disse. O problema foi ter ficado sem água e sem luz durante uma semana. A energia elétrica continuava cortada por questão de segurança. “Ficamos com um lampião de noite”, disse. Já o abastecimento retornou na sexta-feira, após um período de problemas de captação.

O garçom Ademir Peres, 44 anos, ficou em casa para vigiar os pertences, mas o filho foi para o abrigo da prefeitura. O pedreiro Alex Soares de Lima, 32 anos, também precisou sair de casa, com a mulher e os quatro filhos. Porém, ele retorna ao bairro diariamente para verificar.

A prefeitura informou que 152 pessoas seguiam abrigadas. No total, foram 620 atingidas pelas chuvas. No bairro Meu Rincão, a água começou a baixar mais rapidamente. Das 40 famílias que tinham saído de casa, 18 retornaram entre o final de semana e a manhã de ontem. Uma central de doações foi montada na rua Tamoios, 144, ao lado da prefeitura. Os afetados precisam principalmente de colchões, cobertores, móveis, água, fraldas e roupas, além de material de limpeza.