A balsa para fazer a travessia sobre o rio Jacuí, entre Agudo e Restinga Seca, no Centro do Estado, só deve começar a operar em 10 de abril. Segundo a Superintendência de Portos e Hidrovias, as quatro partes da estrutura devem chegar a região até o feriado de Páscoa, mas só ficam prontas na próxima semana.
O processo atrasou, já que a embarcação não estava de acordo com as normas da Marinha Brasileira. Durante cinco meses, a balsa deve servir de alternativa ao transporte de veículos no local onde a ponte sobre a RSC-287 desabou, em janeiro passado.
Nova ponte
A nova ponte sobre o rio Jacuí deve começar a ser construída nas próximas semanas. Ela substituirá a estrutura destruída pela enxurrada em janeiro deste ano, na RSC-287. Serão investidos R$ 39,9 milhões, e a obra deverá estar concluída em seis meses.
A passagem terá estrutura metálica. Serão aplicadas 700 toneladas de aço e mais de 3 mil metros cúbicos de concreto. O contrato com o consórcio das empresas construtoras prevê execução de sondagens e estudos hidrológicos, elaboração do projeto executivo e construção da ponte, além da demolição e remoção do que restou da antiga estrutura.
A base será fixada nas rochas abaixo do leito do rio, o que vai garantir mais segurança. A anterior, que havia sido concluída em 1963, era fixada no leito do rio. Pelo projeto conceitual, a nova ponte terá 420 metros de extensão e 13 metros de largura.
A infraestrutura contará com estacas escavadas mecanicamente em solo e em rocha a uma profundidade média de 25 metros. Para a mesoestrutura, estão previstos dez apoios (dois encontros e oito pilares) em concreto armado e, para a superestrutura, um tabuleiro com vigas longarinas metálicas, sobre as quais será colocada laje de concreto armado pré-moldado, que será pavimentada com concreto betuminoso usinado a quente (CBUQ). O resumo de materiais previstos contém ainda utilização de mais de 3,6 mil metros cúbicos e mais de 700 metros de estacas.
Balsa no Rio Jacuí só deve operar a partir de 10 de abril
O processo atrasou, já que a embarcação não estava de acordo com as normas da Marinha Brasileira