O Sindicato dos Bancários do Rio Grande do Sul tenta caçar liminar obtida pelo banco Itaú na Justiça do Trabalho, que obriga os grevistas a liberarem as agências dos bancos aos clientes e funcionários que não aderiram à paralisação. O diretor jurídico do Sindbancários entende que a decisão não tem fundamento jurídico porque os grevistas não impedem o acesso de clientes e funcionários às agências.
Lúcio Mauro Paz garante que os servidores abordam as pessoas na tentativa de convencê-las a se juntarem ao movimento de greve. Segundo o diretor, a Brigada Militar agiu de forma truculenta na manhã desta terça, ao cumprir a decisão judicial, afastando os servidores da porta da agência do Itaú no bairro Passo D'Areia, na Capital. O sindicato também vai acionar instituições como a OAB, o comando da BM e o Ministério Público do Trabalho.
A greve, que já dura sete dias, provocou o fechamento de 679 das 1.557 agências bancárias no Rio Grande do Sul (43,6%), sendo 243 do Banrisul e 168 da Caixa Econômica Federal. Ontem, eram 597 unidades fechadas.
Nesta quarta-feira, diretores do Banco do Estado se reunirão com servidores grevistas para tentar uma negociação. A partir do meio-dia, cerca de 500 bancários em greve fazem passeata pelo centro de Porto Alegre.
Bancários ampliam adesão à greve e tentam derrubar liminar obtida pelo Itaú
Paralisação, que já dura sete dias, provoca o fechamento de 679 agências no Rio Grande do Sul