No Interior do Estado, a categoria se divide sobre os rumos do movimento. Trabalhadores da Caixa já rejeitaram a oferta da instituição em Camaquã, Guaporé, Pelotas, Santa Cruz do Sul, Santa Maria, São Borja, São Luiz Gonzaga e no Vale do Caí. A Caixa ofereceu benefícios como contratação de mais 7 mil trabalhadores até 2013, melhoria nas condições de trabalho dos tesoureiros e ampliação da concessão de bolsas de estudos.
No Banco do Brasil, funcionários de duas cidades rejeitaram a proposta relativa a pautas específicas: Guaporé e Pelotas. Em Santa Maria, os bancários aprovaram a proposta de 7,5% de reajuste salarial oferecidas pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban). A decisão foi tomada na assembleia realizada na tarde desta quinta. Eles voltam ao trabalho normal nesta sexta.
Em Passo Fundo e no Vale do Caí, os empregados do Banco do Brasil seguirão a decisão da maioria dos sindicatos do País. Pela primeira vez, o Banco do Brasil aceitou colocar no acordo coletivo data para implantar quadro de funções comissionadas com jornada de seis horas, aderir à cláusula de combate ao assédio moral da Convenção Coletiva assinada com a Fenaban e estabelecer como novo piso após estágio probatório (90 dias) no valor de R$ 1.948.
No caso dos bancos privados, a proposta da Fenaban de 7,5%, com aumento real de 2,02%, foi aceita pela categoria na maior parte das cidades do Estado. Em Pelotas, Santa Maria e Santiago, porém, a greve foi mantida. A Fenaban ofereceu ainda 8,5% de aumento do piso salarial e dos auxílios-refeição e alimentação, garantindo ganho real de 2,95% e 10% no valor fixo da regra básica e no limite da parcela adicional da Participação nos Lucros e Resultados (PLR).
No Banrisul, bancários da ampla maioria dos municípios gaúchos decidiram manter a paralisação, após a direção propor prorrogar para abril de 2013 a conclusão dos trabalhos da comissão paritária sobre o plano de carreira. Até o momento, apenas Cruz Alta aceitou a oferta.