A categoria recusou a proposta de reajuste apresentada pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), com índice de 4,29%. Segundo o sindicato, os bancários entendem que este índice significa apenas a reposição de inflação do período. Assembleias foram realizadas em outras cidades do Estado e do Brasil.
Os bancários exigem um reajuste nos vencimentos de 11%, além de participação nos resultados de três salários mínimos e mais R$ 4 mil e elevação dos benefícios com auxílio-refeição, cesta-alimentação, auxílio-creche, no valor de um salário mínimo para cada item. Pedem ainda mais contratações de mulheres, negros e pessoas portadoras de deficiência, garantindo igualdade de oportunidades. Exigem também a garantia de emprego e qualificação e requalificação profissional.
"A grande presença de bancários na assembleia (...) é uma resposta à postura arrogante e intransigente da Fenaban, que trouxe à mesa um índice impraticável para os lucros dos bancos em 2010. Não é possível que o setor mais rentável da economia brasileira venha apenas com um percentual para repor a inflação", avaliou o presidente do SindBancários, Juberlei Baes Bacelo.
Os bancários voltam a se reunir em assembleia nesta quarta, a partir das 16h, no Clube do Comércio. O encontro avaliará o dia de greve.