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Bancários em greve denunciam assédio moral no trabalho

De acordo com sindicato da categoria, metas impostas pelos bancos são abusivas

Bancários em greve denunciam assédio moral no trabalho
Bancários em greve denunciam assédio moral no trabalho Foto : Antônio Sobral
Os bancários de todo o País entraram em greve, nesta quarta-feira, por tempo indeterminado. Em Porto Alegre e em outras regiões do Estado, a decisão foi tomada em assembleia realizada pelo Sindicato dos Bancários de Porto Alegre e Região (SindBancários), Juberlei Bacelo. De acordo com o presidente da categoria, uma das principais reivindicações, além da campanha salarial, é o fim do assédio moral no trabalho.

Para Bacelo, os bancos estabelecem metas abusivas que podem causar, inclusive, o afastamento de funcionários. Segundo ele, "há casos em que gerentes começam o dia enviando mensagem de texto para que os bancários cumpram as metas impostas, ameaçando a perda de emprego". O presidente do SindBancários nega que as greves da categoria sejam constantes. Juberlei afirmou, ainda, que todos os efeitos que prejudicam as pessoas durante as mobilizações são minimizados, já que "a população é aliada na pauta de reivindicações".

A categoria quer um reajuste de 11% nos salários, mais contratações de pessoal para reduzir a sobrecarga de trabalho, proteção à saúde, entre outras reivindicações. A Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) sinalizou uma oferta de 4,29% e disse que respeita a greve, mas também o direito do funcionário que quer trabalhar e das pessoas que necessitam do serviço. Para os clientes, as opções para depósito, saque e pagamento de contas são as salas de autoatendimento, correspodentes bancários, lotéricas e internet.

Pelotas

O Sindicato dos Bancários optou pela greve no município de Pelotas em assembléia realizada nessa terça-feira. Duas agências da Caixa Econômica Federal, Banco Real e funcionários do Itaú e HSBC decidiram interromper as atividades.

A proposta da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) de 4,29% no Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) foi rejeitada. Os bancários reivindicam 11%, além de participação nos lucros, resultado de três salários, além de R$ 4 mil fixos e aumento para salário mínimo (R$ 510).


Fonte: Rafael Varela/Rádio Guaíba

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