“Será uma queda de braço”, descreveu o presidente do sindicato, Juberlei Bacelo. Para ele, os patrões terão que “compartilhar melhor os lucros extraordinários obtidos no último período”. Bacelo disse que a atividade marcada para iniciar na manhã desta quinta-feira tem como objetivo atrair a atenção pública sobre a greve e os propósitos da categoria. “Não se trata apenas de luta por maior reajuste salarial, mas do pleito por melhores condições de trabalho, saúde e segurança para os bancários”, explicou.
Parte do impasse ocorre em virtude da proposta patronal vigente, de reajustar os salários pelo cálculo da inflação, em 4,29%. Conforme os bancários, a conta para o ajuste de interesses é de 11%. Outra pauta importante, segundo Juberlei, é o fim das “metas abusivas”, as quais estariam promovendo desconforto e até adoecimento de trabalhadores.
A questão da segurança também está na pauta, de acordo com o SindBancários. Neste ano, os bancos gaúchos sofreram 78 ataques, entre janeiro e setembro. Foram 29 assaltos em Porto Alegre e outros 49 no Interior do Estado.