A Brigada Militar (BM) participou da ação e diversas pessoas se reuniram em volta do local. O dono, Salomão Souza de Oliveira, 72 anos, disse que participa do evento há 66 anos e isso nunca havia ocorrido. “Mostrei a minha autorização, mas não adiantou. Pescamos na Ilha da Pintada. Eu e a minha família nos preparamos o ano inteiro para a feira”, lamentou, chorando. Os fiscais informaram que a banca já havia sido notificada e que continuava descumprindo as regras. De acordo com a Smic, esse foi o único fechamento.
A organização registrou um movimento acima do previsto. Cerca de 60 toneladas de peixes foram comercializas no primeiro dia de funcionamento, na terça-feira. Tainha e corvina são as espécies mais procuradas. No entanto, alguns comerciantes reclamaram. “O fluxo está muito baixo, por conta desses protestos no Centro da cidade”, declarou um locatário, Leandro Oliveira, que já participa há 28 anos da feira.
As 59 bancas funcionarão até o meio-dia da Sexta-feira Santa. Segundo o secretário da Smic, Humberto Goulart, o investimento foi de R$ 107.300,00 na infraestrutura montada na Colônia de Pescadores, no Largo Glênio Peres e na Restinga. O objetivo é superar as 280 toneladas vendidas no ano passado. “A prefeitura quer apoiar os pescadores e incentivar a piscicultura, que gera emprego e renda para as comunidades das Ilhas, pescadores da zona Sul e criadores, além de levar uma alimentação saudável aos porto-alegrenses”, acrescentou Goulart. Na zona Sul, também acontecendo uma feira do peixe, na praça central de Belém Novo, em frente à igreja, com dez bancas, uma com pescado e nove com artesanato.