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Bancas do Camelódromo fecham em protesto

Comerciantes se posicionaram contra ação da Smic, que lacrou estandes inadimplentes

Camelôs paralisaram atividades durante uma hora
Camelôs paralisaram atividades durante uma hora Foto : Antônio Sobral
Cerca de 150 bancas localizadas no Bloco B do Shopping do Porto – Camelódromo – da Capital ficaram fechadas durante uma hora nesta tarde, em protesto contra uma ação da Secretaria Municipal da Produção, Indústria e Comércio (Smic) que lacrou cinco bancas no complexo na sexta-feira passada. O protesto foi organizado pelos próprios camelôs e ocorreu pacificamente sem transtornos aos usuários.

Conforme o presidente da Associação da Feira da Rua da Praia (Asferap) e um dos representantes dos comerciantes do Camelódromo, Juliano Fripp, a atitude foi tomada porque a Smic teria descumprido acordo feito em setembro de que até o dia 15 de dezembro seria dado prazo para renegociação da dívida dos camelôs que estão com dívidas relativas ao aluguel semanal para a manutenção do espaço. "O acordo não está sendo cumprido e as melhorias previstas para o Bloco B não foram realizadas. Sem conseguir vender, não há como pagar o aluguel", afirmou. Conforme Fripp, os comerciantes do Bloco B enfrentam dificuldades de comercialização pelo baixo número de frequentadores naquela área do Camelódromo.

O gerente do Shopping do Porto, Noedi Casagrande, ressaltou que conforme o contrato firmado pelos comerciantes, no início do funcionamento do Camelódromo, em fevereiro, aqueles que ficassem seis semanas sem pagar o aluguel seriam substituídos. "Temos que fazer valer o contrato. Não temos mais como esperar, pois existem atrasos superiores a 30 semanas", disse. Casagrande rechaçou a informação de que a administradora do shopping teria descumprido um acordo para a renegociação da dívida.

O titular da Smic, Idenir Cecchim, confirmou que os lacres foram colocados em bancas que estavam inadimplentes e ressaltou que nenhum acordo foi descumprido, porque os locais lacrados ficam no Bloco A. "Nenhuma banca do Bloco B foi lacrada. Estamos amparados pela lei, que diz que o camelô perde a vaga se ficar mais de seis semanas inadimplente. Estamos sendo muito tolerantes, mas a legislação precisa ser cumprida", declarou. Segundo Cecchim, alguns comerciantes estão enfrentando dificuldades porque não estão conseguindo driblar as dificuldades com criatividade. "Estamos dispostos a ajudar os comerciantes que quiserem trocar de ramo, inclusive apoiando-os com cursos de qualificação para o mercado de trabalho", garantiu.