• “Ninja” protesta na reabertura do Mercado Público
Em poucos minutos a agitação e o barulho já eram similares aos verificados em dias normais de funcionamento. “Foram dias tristes. Chorei muito ao ver as chamas e agora choro de felicidade por estar aqui dentro”, confidenciou Leonir Rothfeld, de 81 anos. Apesar de morar no bairro Petrópolis, quase diariamente ela vai ao Mercado para comprar os seus produtos preferidos, como frios. “Estava com muita saudade. Aqui os atendentes já me conhecem”, comentou.
Esta cumplicidade entre clientes e funcionários é confirmada pelo atendente que, há 15 anos, trabalha na Banca do Holandês, Daniel de Souza. Ele explica que a confiança é tanta que alguns clientes pedem para os atendentes escolherem os produtos que querem levar. “Nas bancas, alguns já conhecem os gostos dos clientes, como o corte da carne ou o produto. É um atendimento personalizado e que faz a grande diferença”, disse ele, lembrando que o último período foi de muita tristeza.
“Ver o Mercado Público em chamas é uma imagem que quero esquecer. Foi traumatizante”, resumiu. Morador do bairro Sarandi, na zona Norte, Dirceu Pereira também comemorou a reabertura. “Aqui tem o melhor peixe. Fresquinho, limpo e com preço bom”, disse, após a compra. Pereira lembrou que passou dificuldades no último mês. “Tive que recorrer ao supermercado, mas não é a mesma coisa”.