Em frente aos açougues, considerados termômetros da movimentação no Mercado, os clientes conseguiam fazer as suas compras com tranquilidade. A cena é bem diferente do corre-corre e da extensa fila que costuma se formar em frente às bancas aos sábados.
Segundo o proprietário de um estabelecimento que comercializa itens alimentícios, Mauro Ferla, a queda no faturamento nas duas últimas semanas ultrapassa 40%. Ele enfatizou que o prejuízo só não é maior porque parte dos seus clientes são donos de lancherias. “Está tudo parado. Basta ver os corredores vazios para compreender como a situação é preocupante”, afirmou ele, enquanto apontava em direção ao ponto central do Mercado. Normalmente, é preciso muito jogo de cintura para passar no local pela quantidade de pessoas. Neste sábado, dava para caminhar sem preocupação.
Proprietário de uma banca de itens naturais, Guto Kader também registrava os prejuízos com a greve. Segundo ele, além da queda drástica nas vendas, foi necessário ampliar os custos com o transporte dos funcionários. “Para garantir a vinda deles estamos pagando lotação. E mesmo assim, nem todos conseguem chegar e há atrasos”, explicou. A preocupação também recai sobre como administrar o prejuízo financeiro com a queda nas vendas. “Terei que administrar internamente e sozinho esse déficit”, lamentou.