Ao menos duas manifestações estão previstas. A primeira será na Estação Rodoviária da Capital com concentração às 6h, e outra, por volta das 11h, na Expointer em Esteio, na região Metropolitana. Tanto os atos, como a continuidade do trabalho das pessoas que não devem aderir à paralisação dependem do transporte público.
O Sindicato dos Metroviários do Rio Grande do Sul (Sindimetrô/RS) apoia os atos, porém orienta a manutenção das atividades da Trensurb. “Queremos a garantia da segurança”, declarou o representante da entidade, Luis Henrique Chagas.
Na pauta da Força Sindical RS, estão mudanças na tabela do Imposto de Renda, com isenção até R$ 6 mil, redução da jornada de trabalho e aplicação de 10% do PIB e do Orçamento Geral da União para saúde e educação, além do fim do Fator Previdenciário.
Da parte dos motoristas e cobradores de ônibus de Porto Alegre, o presidente do Sindicato dos Metroviários da Capital, Júlio Gamaliel Pires, afirma que a entidade não aderiu ao chamamento das centrais. “Vamos continuar trabalhando”, disse. Contudo, Alceu Weber, da comissão de negociação do trabalhadores da categoria, contrário à atual gestão da entidade, declarou que a classe tem motivos para paralisar. Ele espera que a categoria participe dos atos previstos. “Estamos mobilizados e organizados para montar estratégias para que essa paralisação seja maior do que a última greve geral”, assegurou, lembrando que defende o pagamento de 30% na remuneração por risco de vida, jornada de 36 horas semanais e aposentadoria especial com 25 anos de contribuição, sem fator previdenciário.
O presidente do Sindicato dos Comerciários de Porto Alegre, Nilton Silva (Neco), ressaltou que deve estar junto nas manifestações. “Independente do transporte coletivo, faremos paralisação”, afirmou. Assim como as lojas, os bancos também podem fechar. O Sindicato dos Bancários de Porto Alegre e Região (SindBancários), que representa 12 mil pessoas, decidiu em assembleia pela paralisação. A orientação é não trabalhar nesta sexta-feira, segundo um dos diretores, Antônio Borges.
O Sindicato dos Professores do Ensino Privado do Rio Grande do Sul (Sinpro/RS) fez um chamamento aos docentes.”Quem está trabalhando, está convidado a ir aos locais dos atos. Já quem está em aula, pode participar de debates, sem suspender as aulas”, disse o diretor da entidade, Amarildo Cenci. Enquanto isso, o Sindicato do Ensino Privado do RS (Sinepe) orienta que cada instituição educacional avalie as condições de sua localidade para decidir sobre o funcionamento das aulas.
O Cpers/ Sindicato segue em greve, iniciada na última sexta-feira. Segundo a Secretaria Estadual da Educação, no entanto, a adesão é pequena - de menos de 2 mil. Em princípio, as escolas estaduais devem continuar com as atividades. A prefeitura de Porto Alegre, até a manhã de ontem, mantinha a posição de que os serviços públicos funcionariam de maneira normal.
O Bloco de Lutas e outras entidades ligadas aos estudantes também devem aderir. Segundo o coordenador-geral do Diretório Central dos Estudantes (DCE) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs) e integrante da Assembleia Nacional dos Estudantes-Livre (Anel), Matheus Gomes, estão previstos atos em universidades e colégios.