O governo do Rio Grandedo Sul anuncia nesta quinta-feira mais detalhes sobre o distanciamento social controlado, modelo que deve ser implementado a partir de 6 de maio. Esta será a nova etapa de combate à Covid-19 no Rio Grande do Sul e deverá ditar as regras de convivência e de atuação dos setores econômicos enquanto perdurar a pandemia.
Atualmente, a Secretaria Estadual de Saúde (SES) trabalha com 30 regiões de atuação. O governo, contudo, as agrupou em 20 áreas baseadas nos hospitais de referência para leitos de Unidades de Terapia Intensiva (UTIs). Estes leitos são parte do critério de classificação de risco de cada uma das regiões.
Serão dois grandes grupos de monitoramento, com indicadores distintos. Um dos grupos, o Capacidade de Atendimento, terá quatro indicadores que envolvem tanto o número de leitos disponíveis como a velocidade de mudança desta capacidade de atendimento.
A Propagação do Contágio é o outro pilar de monitoramento que agrupa mais sete indicadores. Eles servirão para medir a velocidade do avanço das infecções, o estágio da evolução da doença naquele território e incidência de novos casos sobre a população.
| Grupo | Medida | Peso da medida | Nº de indicadores |
|---|---|---|---|
| Propagação | Velocidade do avanço | 1,5 | 4 |
| Estágio da evolução | 1 | 1 | |
| Incidência de novos casos sobre a população | 2,5 | 2 | |
| Subtotal | 5 | 7 | |
| Capacidade de atendimento | Capacidade de atendimento | 2,5 | 2 |
| Mudança da capacidade de atendimento | 2,5 | 2 | |
| Subtotal | 5 | 4 | |
| Total: | 10 | 11 |
O sistema de cores será aplicado sobre cada um dos onze indicadores e a bandeira final, que definirá o grau de risco de cada região, será o resultado agrupado deste sistema.
Conforme o líder do governo na Assembleia, deputado Frederico Antunes (PP), as restrições de atividades e as recomendações sobre os níveis de isolamento ou distanciamento social serão classificadas semanalmente por um comitê formado por representações do próprio governo, dos poderes e órgãos de Estado e dos setores organizados da classe empresarial. “A classificação ocorrerá pela observação dos indicadores relacionados à pandemia, restringindo ou liberando mais ou menos, de acordo com os indicadores disponíveis no momento da decisão. Teremos níveis de intensidade partindo do mais moderado ao mais grave, representados pelas cores amarela, laranja, vermelha e preta”, explica. A primeira reunião para avaliação deverá ocorrer já no próximo sábado e poderá ser colocado em prática na terça-feira.
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A proposta foi inicialmente apresentada no dia 21 de abril pelo governador Eduardo Leite, que desde então passou a ouvir sugestões de entidades. Foram 202 participações de empresas, sindicatos, associações e sociedade civil. Até sábado o governo espera receber novas contribuições, desta vez sobre os protocolos de prevenção em cada um dos setores da economia e para serem aplicados em cada uma das bandeiras de classificação.
Regiões já em alerta
As regiões de Lajeado e Passo Fundo já estão classificadas com bandeira vermelha segundo a avaliação preliminar do governo. Somente ontem, Lajeado reportou mais 21 casos da doença e Passo Fundo outros cinco. São 11 mortes em Passo Fundo e quatro em Lajeado.
Outras nove regiões devem iniciar o novo modelo na bandeira laranja. São elas Santa Maria, Novo Hamburgo, Canoas, Porto Alegre, Palmeira da Missões, Erechim, Pelotas, Caxias do Sul e Santa Cruz do Sul.