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Banrisul terá linha de crédito para permissionários do Mercado Público

Prazo para pagamento será de 60 meses, com carência de um ano

Prazo para pagamento será de 60 meses, com carência de um ano
Prazo para pagamento será de 60 meses, com carência de um ano Foto : Divulgação / Twitter Governo_rs / CP
O Banrisul disponibilizará uma linha de crédito exclusiva para que os permissionários do Mercado Público tenham condições de recuperar seus estabelecimentos após o incêndio ocorrido no sábado. De acordo com o presidente do banco, Tulio Zamin, em entrevista coletiva na Casa Civil, em Porto Alegre, o processo para a contratação do crédito será facilitado, e os comerciantes terão prazo de pagamento de 60 meses, com carência de 12. As taxas de juros, segundo Zamin, serão "as menores possíveis" – até 0,95% ao mês.

O limite de crédito será definido individualmente, conforme a necessidade e a demanda de cada cliente. “Não haverá nenhuma limitação do ponto orçamentário e nenhuma pré-condição que distinga um permissionário do outro”, afirmou Zamin.

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Zamin informou que a instituição também oferece para todos os permissionários o cartão de crédito do BNDES, modalidade de crédito pré-aprovado para o financiamento de máquinas, equipamentos, utilitários e compra de insumos. “Estas medidas pretendem fazer chegar os recursos necessários o mais rápido possível, tanto para a reposição dos estoques e pagamento de fornecedores e funcionários, quanto para a recuperação dos instrumentos produtivos dos estabelecimentos."

Já o Secretário Municipal de Produção, Indústria e Comércio (Smic), Humberto Goulart, confirmou hoje que o seguro que prevê aporte contra incêndio foi renovado no início de 2013 e o valor é de cerca de R$ 16 milhões. O Mercado Público também dispõe de um fundo financeiro de cerca de R$ 5 milhões, que não deve ser usado integralmente, em razão da possíbilidade de novos incidentes.

Reconstrução

Permissionários e servidores da Prefeitura Municipal trabalham nesta segunda-feira no início do processo de reconstrução do prédio histórico. Além da retirada dos escombros e de mercadorias que não foram danificadas pelas chamas, o Executivo faz cálculos para avaliar a quantia que será necessária para recuperar um dos cartões postais da Capital gaúcha.

Após uma reunião na manhã desta segunda-feira em que participaram secretários municipais, foi definido que será elaborado um laudo técnico sobre os danos causados na estrutura do edifício. A partir desse documento, será possível prever o valor total dos prejuízos e quanto será preciso para recuperação. “Qualquer decisão (hoje) não é possível de ser tomada. A partir de amanhã, nós podemos tomar decisões coletivas. O laudo vai apontar o tamanho do estrago”, resumiu o prefeito em exercício, Sebastião Melo, em entrevista ao site do Correio do Povo.

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