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Batalhão de 200 militares desembarca na Capital após missão no Haiti

Soldados atuaram nas áreas de segurança e nos esforços humanitários

Soldados atuaram nas áreas de segurança e nos esforços humanitários
Soldados atuaram nas áreas de segurança e nos esforços humanitários Foto : Fabiano do Amaral
Duzentos militares gaúchos que estavam na missão de paz no Haiti desembarcaram, na noite desta segunda-feira, no Aeroporto Salgado Filho. Eles passaram seis meses no país caribenho para ajudar na reconstrução da nação e manutenção da paz. Os soldados são, em sua maioria, de Santa Maria e de Porto Alegre.

O 21º Contingente Brasileiro no Haiti era formado por 1,2 mil militares, sendo 888 do Exército, 244 da Marinha, 34 da Força Aérea Brasileira, 31 das Forças Armadas do Paraguai, dois do Exército canadense e um do Exército peruano. Também participaram da Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti (Minustah) militares de Chile, Jordânia, Uruguai, Sri Lanka, Argentina, Bolívia, Guatemala, Filipinas, Peru, Indonésia, Índia e Equador. Estados Unidos, Canadá e França enviaram oficiais para contribuir com o comando operacional.

O Brasil possui longa tradição em missões de paz das Nações Unidas. A primeira ocorreu em 1957, quando integrou a Força de Emergência das Nações Unidas (Unef I) com o Batalhão de Suez. Na oportunidade, os militares brasileiros atuaram no conflito entre egípcios e israelenses. Desde então, o país participou de 40 missões, com destaque para Angola, Suez, Moçambique, Timor Leste e Haiti.

A missão do Batalhão de Infantaria de Força de Paz (Brabat) no Haiti era de manter o ambiente seguro e estável, apoiar as ações humanitárias no território insular e apoiar o fortalecimento das instituições nacionais. Já a Companhia de Engenharia de Força de Paz no Haiti (Braengcoy), que contava com 250 militares, tinha a incumbência de prover o apoio do Minustah e as atividades de reconstrução e assistência humanitária no país.