O atendimento para as dezenas de pessoas que já estão internadas será mantido por 30% dos servidores que trabalharão garantindo o percentual exigido por lei durante a greve. A situação dos funcionários se agravou quando a Prefeitura de Porto Alegre decidiu suspender o repasse de verba destinada aos atendimentos pelo SUS por desacordos na contratualização.
O secretário municipal da Saúde, Carlos Henrique Casartelli, disse na terça-feira, em entrevista ao programa Balanço da Tarde, da Rádio Guaíba, que o Hospital Beneficência Portuguesa passa por um problema de gestão. Conforme ele, cabe à direção da instituição resolver a situação. Casartelli destacou, ainda, que não existe desacordo entre a Secretaria Municipal da Saúde (SMS) e o Beneficência.
Ele explicou que a instituição enviou, no dia 6 de agosto, um ofício à SMS informando que não tinha mais condições de atender pacientes do SUS. Dessa forma, observou o secretário, não há produção e, portanto, não existe repasse a ser feito. O presidente do hospital, Eraldo Martins, disse que os problemas financeiros do hospital já eram de conhecimento da pasta da Saúde, que rompeu a contratualização em 2009. Eraldo ressaltou que a paralisação é um direito dos trabalhadores.