A preocupação dela é com a segurança dos tripulantes. Desde quinta-feira, Rosangela não sabe exatamente como está a filha. “O Greenpeace acredita que eles estão bem, mas os russos estão com faca, revólver. Os ativistas
não usam de violência”, disse. A expectativa da família é de que todos sejam libertados entre hoje e amanhã. “Confiamos que tudo ficará bem”, afirmou. A dúvida é se os ambientalistas serão deportados ou poderão
deixar o território russo com o navio. Ana Paula, segundo a mãe, sempre gostou da natureza e de cuidar do meio ambiente. Mudou todo o comportamento dos parentes, como orientações de como usar o lixo, por exemplo. “Nem toco de cigarro ela admite ver na rua, porque sabe o quanto isso faz mal ao meio ambiente”, declarou. De
personalidade forte, a bióloga deve estar enfrentando o problema com muita coragem, imagina a mãe. “Ela é determinado. Tem um caráter muito marcante. Ela tenta colocar a opinião dela de várias maneiras”, comentou.
Antes de a embarcação ser pega na Rússia, Ana Paula deixou um recado no Facebook para a mãe, falando que estava tudo bem. Há alguns anos já havia sido presa no Caribe, ao protestar contra a caça de baleias. Porém, dessa vez a família da jovem está mais apreensiva. “É bem complicado, porque é uma burocracia. Além da Ana, há pessoas de várias nacionalidades, inclusive russa”, contou. O medo maior é que a filha fique presa no país. “É uma angústia, mas estamos com esperanças”, declarou. O Greenpeace continua fazendo pressão e exigindo das autoridades russas o direito de entrar em contato imediatamente com a tripulação do navio.