Uma equipe de biólogos estuda uma segunda remoção da baleia jubarte que está encalhada entre Capão Novo e Arroio Teixeira, no Litoral Norte. Ela foi avaliada, nesta quinta-feira, e seu quadro é grave. "A baleia piora com o passar do tempo", informou o boletim divulgado pelo Instituto Baleia Jubarte hoje. No entanto, os reflexos do animal estão bons e não existe nenhum ferimento preocupante, segundo o médico veterinário Rodolfo Pinho da Silva, do Centro de Recuperação de Animais Marinhos da Universidade Federal do Rio Grande (Furg). O mamífero foi retirado das areias e conduzido para alto mar na terça-feira, mas voltou para as proximidades da beira da praia no dia seguinte.
“A baleia respira ofegante porque o tamanho da caixa torácica está reduzido pela pressão em seus pulmões”, explicou o veterinário. Embora o animal pareça bem, ele pode estar com alguma enfermidade e por isso ter vindo para a orla. Outro motivo para a baleia ter ficado presa é o tamanho da plataforma, que é longa e rasa. “Esses animais podem se perder”, explicou Silva. Segundo ele, a segunda remoção pode ocorrer ainda hoje. “Está sendo analisada a logística para isso.”
Conforme boletim divulgado hoje pelo Instituto Baleia Jubarte, o animal apresenta bom estado nutricional. O exame, no entanto, foi limitado devido às dificuldades no local. Não foi possível coletar amostra de sangue, pois as nadadeiras peitorais e caudal estão submersas. Ainda de acordo com o documento, não há como avaliar se a baleia teria chance de sobrevivência, caso retorne para alto mar. Porém, o bom estado nutricional e falta de ferimentos faz com que a equipe cogite uma nova remoção.
Estão sendo feitos contatos para obter equipamentos e embarcação para a nova tentativa. A frequência respiratória da baleia, que encalhou pela primeira vez no domingo, vem sendo monitorada para avaliar qualquer piora do animal.
Biólogos avaliam nova operação para desencalhar baleia
Tentativa de remoção pode ocorrer ainda hoje