Desde quinta-feira, ciclistas e ativistas sociais discutem cenário, diagnóstico, experiências e perspectivas para o usufruto da bicicleta como alternativa para o transporte e a circulação urbana. Neste sábado, acontecerá o debate que carrega o título geral do evento: “Pedalar para transformar”, às 20h, também no Teatro Bruno Kiefer.
As atividades de domingo iniciarão com um passeio ciclístico, cuja concentração ocorrerá na Travessa dos Cataventos, na Casa de Cultura Mario Quintana. Culminarão com o debate “Os rumos da política cicloviária no Brasil”, às 14h, no Teatro Bruno Kiefer. E fecharão com assembleia geral, avaliação e redação do documento final do Fórum, às 18h, no mesmo local.
Durante a semana, o 2º Fórum Mundial das Bicicletas reuniu milhares de adeptos do ciclismo, do Brasil e do Exterior, na Capital gaúcha. Para a representante da organização, Isadora Lescano, a alternativa das bicicletas entrou na pauta dos porto-alegrenses após a comoção pública consequente do atropelamento coletivo de ciclistas por um motorista, em fevereiro de 2011, na Cidade Baixa. “A cidade ainda tem muito a evoluir. Falta a percepção de que somos todos pessoas, indiferente de estarmos sobre uma bicicleta ou dentro de um carro”, avalia Isadora.
Já a ativista nova-iorquina Caroline Samponaro, uma das palestrantes internacionais, acredita que tal evolução depende da capacidade de diálogo entre iniciativas populares e ações de planejamento urbano do poder público. “Tenho a impressão de que Porto Alegre possui forte demanda comunitária pelo ciclismo. As pessoas querem mudanças e tem seus movimentos organizados. Cabe aos administradores públicos entenderem essas demandas”, conclui.